Programação Palco

Programação Palco

Ao apresentar a programação que acontece no auditório do Cultura Artística, retomamos o princípio que orienta a curadoria do Festival Poesia no Centro: a poesia é tão diversa que é impossível não gostar dela. Não há poesia única, à qual se possa aderir ou recusar. Ela é tão vasta que escapa a qualquer recorte estável.

Diante da impossibilidade de organizar um discurso fechado, optamos pelo movimento inverso: apresentar uma cena múltipla e inquieta, que desloca fronteiras, embaralha categorias e evidencia um campo em permanente redefinição.

Reunimos aqui quase quarenta poetas, artistas e mediadores com quem nos encontramos para celebrar a obsessão pela palavra. Além de autores de vários cantos do Brasil, participam desta edição nomes da Alemanha, Chile, Estados Unidos, México, Portugal e Rússia. São vozes que tensionam questões fundamentais do presente, transitam entre os mais variados modos de expressão formal e, sobretudo, reafirmam um compromisso contínuo com a invenção da linguagem.

Desde que o mundo é som, falamos, cantamos, registramos, orquestramos, dançamos essa arte que contagia e amplia tantas outras e que se realiza dentro e fora do livro. É aí que este programa acontece.

Gosta de poesia?

“Ah, vale a pena ser poeta”, já dizia Jards Macalé.


Como participar

Todos os eventos realizados no programa PALCO contam com interpretação em LIBRAS e tradução simultânea para inglês e português. Os eventos são gratuitos, e ingressos podem ser adquiridos por meio da plataforma Sympla (ver abaixo) ou na bilheteria do evento, no Cultura Artística. Após o festival, o conteúdo completo será gratuitamente disponibilizado no Youtube da Livraria Megafauna e no site do festival.

 

>> Ingressos aqui <<

 

Cultura Artística
Rua Nestor Pestana, 196
Consolação


Palco 1
15 Maio, 16h (Remarcado para 17 Maio, 12h30)

EILEEN MYLES

conversa com

ANGÉLICA FREITAS E FERNANDA MENA

Ícone da literatura queer e nome incontornável da poesia estadunidense, Eileen Myles tornou-se poeta em Nova York. A efervescência do East Village, onde se estabeleceu em meados dos anos 1970, já havia forjado nomes como Frank O’Hara, Andy Warhol e Patti Smith. Com mais de vinte livros publicados, Myles vem ao Brasil pela primeira vez para essa conversa com a poeta Angélica Freitas e a jornalista Fernanda Mena, na qual seus anos de formação, as relações entre poesia e outras formas de arte, as tensões políticas do governo Trump e a fluidez de gênero estarão em pauta.

>>> COMUNICADO
Devido a atrasos nos voos de Eileen Myles para o Brasil, sua chegada a São Paulo não ocorrerá no horário inicialmente previsto, mas a participação no Festival Poesia no Centro segue confirmada! A mesa “Preciso viver em dobro” foi remarcada para domingo (17), às 12h30.

Agradecemos a compreensão do público, pedimos desculpas pelo inconveniente e seguimos à disposição para esclarecer dúvidas sobre a programação e os ingressos.

 

Eileen Myles nasceu em Cambridge, Massachusetts, Estados Unidos, em 1949. É poeta, romancista e jornalista especialista em arte. Publicou mais de vinte livros entre poesia, ficção, não ficção e dramaturgia, como Not me (Semiotext(e), 1991), Cool for you (a novel) (Faux Press, 2000; Soft Skull, 2017), Inferno (a poet’s novel) (OR Books, 2010) e Afterglow (a dog memoir) (Grove Press, 2017). No Brasil, estão publicados dois títulos de sua autoria: a coletânea de poemas Por qual árvore espero (Edições Jabuticaba, tradução de Cesare Rodrigues, Camila Assad e Mariana Ruggieri) e o romance Chelsea girls (Todavia, tradução de Bruna Beber), ambos de 2019.

Angélica Freitas é poeta e tradutora. Nasceu em Pelotas (rs), em 1973. Publicou os livros Rilke shake (Cosac Naify, 2007; Companhia das Letras, 2021), Um útero é do tamanho de um punho (Cosac Naify, 2012; Companhia das Letras, 2017), Canções de atormentar (Companhia das Letras, 2020) e a plaquete Mostra monstra (Círculo de Poemas, 2025). Sua obra já foi traduzida para o inglês, espanhol, alemão e francês. Como tradutora, verteu para o português obras de Virginia Woolf, César Aira, Susana Thénon, Adrienne Rich e Katharina Volckmer.

Fernanda Mena nasceu em São Paulo. É jornalista e roteirista, mestre em Sociologia e Direitos Humanos pela London School of Economics and Political Science e doutora em Relações Internacionais pela Universidade de São Paulo. Repórter especial da Folha de S.Paulo, é autora do podcast Cara Pessoa, sobre direitos humanos; e de reportagens sobre temas como segurança pública, desigualdade, diversidade e cultura. Foi editora da Ilustrada e do suplemento jovem Folhateen, além de integrar as equipes da revista piauí, do Fantástico, da tv Globo e do uol.


Palco 2
15 maio, 18h

ALICE SANT’ANNA E SYLVIO FRAGA

conversam com

LUIZA LEITE 

O olho é uma câmera ou uma antena? Poetas cariocas da mesma geração, a que agora beira os 40 anos, Alice Sant’Anna e Sylvio Fraga captam, por meio da oralidade e alternância de vozes poéticas habilmente construídas, instantâneos das paisagens que se alteram – por exemplo a de uma família que se transforma com a chegada de um bebê –, ou das que permanecem incólumes: as onças e os pássaros e outros bichos que seguem seu curso por vezes indiferentes à presença humana. Com mediação da escritora Luiza Leite, conversam sobre representação do cotidiano, criação de imagens e cartografias, e leem seus poemas. 

Alice Sant’anna nasceu no Rio de Janeiro, em 1988. Poeta e editora, é autora de Dobradura (7Letras, 2008), Rabo de baleia (Cosac Naify, 2013), vencedor do Prêmio apca na categoria Poesia, Pé do ouvido (Companhia das Letras, 2016) e Acrobata (Companhia das Letras, 2024). Seus livros foram publicados também nos Estados Unidos e no Chile. Em Portugal, os volumes foram reunidos em Aula de natação (Imprensa Nacional Casa da Moeda, 2018).

Sylvio Fraga nasceu no Rio de Janeiro, em 1986. É poeta, compositor, mestre em poesia pela Universidade de Nova York e diretor artístico da gravadora Rocinante. É autor dos livros Entre árvores (Bem-Te-Vi, 2011), Madonna del Prato (7Letras, 2014), Cardume (7Letras, 2015) e Quero-Quero na várzea (Todavia, 2022) e lançou os álbuns músicas Rosto (2013), Cigarra no trovão (2015), Canção da cabra (com Letieres Leite, 2019), Robalo nenhum (2022) e Mocofaia (em parceria com Luizinho do Jêje e Marcelo Galte, 2024).

Luiza Leite nasceu em 1973. É escritora, pesquisadora e editora. Fez mestrado em Antropologia no Museu Nacional – ufrj, doutorado em Literatura Comparada na Universidade do Estado do Rio de janeiro e criou a editora Fada inflada. Publicou, entre outros livros, Rasuras n’água (Azougue, 2002), Cavalo imóvel (Zazie, 2015), Tudo que se aproxima faz um som (Garupa/Kza1, 2021), A superfície dos dias (Círculo de Poemas, 2024) e Adília vai à praia (Fada inflada, 2025).


Palco 3
15 maio, 20h

Leituras e performances de

BUHR E LUIZA ROMÃO

Compositora de versos viciantes, BUHR, além dos quatro álbuns musicais de sua carreira solo, também já lançou livros de poesia e ficção em que a oralidade dita o ritmo. Dos livros de Luiza Romão emerge o horror a que mulheres são submetidas ao longo da história, mulheres que em seus versos se levantam e fazem barulho e arruaça. Artistas da palavra e do som, sem distinção ou hierarquia, BUHR e Luiza Romão trazem ao Palco leituras performáticas de suas obras. 

BUHR nasceu em Salvador em 1974 e foi criada no Recife. É cantora, compositora, atriz, artista visual e escritora. Lançou os álbuns Eu menti pra você (2010), Longe de onde (2011), Selvática (2015) e Desmanche (2019), além dos livros Desperdiçando rima (Rocco, 2015) e Mainá (Todavia, 2022). Como atriz, integrou o Teatro Oficina e trabalhou nos longas Meu nome é Bagdá (2020, direção de Caru Alves de Souza), Lispectorante (2025, direção de Renata Pinheiro) e no curta Velcro (2025, direção Renata Pimentel e Carol Lima).

Luiza Romão nasceu em Ribeirão Preto (sp), em 1992. Poeta, atriz e pesquisadora, é formada em Artes Cênicas, mestre e doutoranda em Teoria Literária e Literatura Comparada na Universidade de São Paulo. Autora dos livros Sangria  (Selo do Burro, 2017), Também guardamos pedras aqui (Nós, 2021), vencedor do Prêmio Jabuti nas categorias Poesia e Melhor Livro do Ano, e Nadine (Quelônio, 2022). 


Palco 4
16 maio, 11h

HENRIQUE MARQUES SAMYN E PAULO HENRIQUES BRITTO

conversam com

PAULO WERNECK 

Dois poetas que se dedicam à docência em universidades públicas do Rio de Janeiro, Paulo Henriques Britto (também tradutor) e Henrique Marques Samyn (também filósofo) compartilham o apreço pelas formas fixas na poesia. Neste encontro mediado pelo editor Paulo Werneck, Britto e Samyn conversam sobre a mobilidade do ritmo, nomes fundamentais para sua formação e tradição (e subversão) canônica.

 

Henrique Marques Samyn nasceu no Rio de Janeiro, em 1980. É escritor, pesquisador e professor na Universidade do Estado do Rio de Janeiro, onde coordena o projeto LetrasPretas. Publicou os livros de poemas Levante (Jandaíra, 2020) e Anastácia e a máscara (Malê, 2024), além do romance Uma temporada no inferno (Malê, 2022). 

Paulo Henriques Britto nasceu no Rio de Janeiro, em 1951. Escritor, tradutor e professor de literatura e tradução na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, tornou-se membro da Academia Brasileira de Letras em 2025. Em poesia, publicou oito livros, entre eles Formas do nada (2012), Nenhum mistério (2018), Fim de verão (2022) e Embora (2026), todos pela Companhia das Letras. Traduziu mais de 120 livros do inglês, de autores como James Baldwin, Virginia Woolf, Wallace Stevens, Elizabeth Bishop e Frank O’Hara. Paulo Werneck, editor, jornalista e tradutor literário, é diretor de redação da revista Quatro Cinco Um.


Palco 5
16 maio, 14h

Performance de

AMARA MOIRA, AVE TERRENA E LEONARDA GLÜCK

Encenação baseada em Neca: romance em bajubá, livro escrito por Amara Moira na linguagem criada pela comunidade trans. A performance é resultado de um processo coletivo desenvolvido em oficina realizada no Sesc 24 de maio, parte da programação do Circuito Poesia no Centro. Ao longo de oito encontros, um grupo de mais de vinte pessoas estudou o livro com a autora e com Ave Terrena e Leonarda Glück, artistas que assinam a direção e a dramaturgia desta apresentação.

 

Amara Moira nasceu em Campinas (SP), em 1985. É escritora, travesti, feminista, doutora em Teoria e Crítica Literária pela Universidade Estadual de Campinas e autora, entre outros livros, de E se eu fosse puta? (n-1 Edições, 2023) e Neca: um romance em bajubá (Companhia das Letras, 2024). Foi coordenadora do Museu da Diversidade Sexual e traduziu o livro Chuva dourada sobre mim (Diadorim Editora, 2024), da travesti argentina Naty Menstrual.

Ave Terrena nasceu em São Paulo. É dramaturga, diretora teatral e poeta. Escreveu as peças O corpo que o rio levou (2017), As 3 uiaras de SP City (2018), E lá fora o silêncio (2022) e Mural da memória (2025), além do livro de poemas Segunda queda (Editora Kazuá, 2018). É professora da Escola Livre de Teatro de Santo André e integra o grupo labtd (Laboratório de Técnica Dramática). 

Leonarda Glück nasceu em Curitiba (PR), em 1981. É diretora, dramaturga e atriz, graduada em Direção Teatral pela Faculdade de Artes do Paraná e mestra em Artes da Cena pela Escola Superior de Artes Célia Helena. É fundadora da Companhia Silenciosa e do Coletivo Selvática Ações Artísticas, autora do livro de textos para teatro A perfodrama de Leonarda Glück (2016) e já teve mais de vinte textos seus encenados, entre eles A mesa (2019), Trava bruta (2021) e The Mango Tree (2024).


Palco 6
16 maio, 16h

GUILHERME GONTIJO FLORES E TATIANA FAIA

conversam com 

DIRCEU VILLA

Poetas e pesquisadores de poesia do mundo antigo, Guilherme Gontijo Gontijo já traduziu para o português nomes como Horácio e Arquíloco de Paros; Tatiana Faia verteu, do grego antigo, Homero. Ambos se dedicaram a trazer os versos de Safo para a nossa língua, e suas próprias criações são marcadas pelo diálogo com gêneros e autores clássicos. Nesta conversa com o poeta, tradutor e professor Dirceu Villa, Gontijo e Faia falam sobre a presença do que é eterno. 

Guilherme Gontijo Flores nasceu em Brasília, em 1984. É poeta, tradutor e professor na Universidade Federal do Paraná. Em poesia, publicou, entre outros livros, carvão : : capim (Editora 34, 2018), Potlatch (Todavia, 2022), Ranho e sanha (Círculo de Poemas, 2024) e Panapaná (Ars et Vida, 2025), além do romance História de Joia (Todavia, 2019) e do ensaio Tradução-Exu (Relicário, 2022, em parceria com André Capilé). Traduziu obras de Robert Burton, François Rabelais, Sexto Propércio, Safo, entre outros.

Tatiana Faia nasceu em Portugal, em 1986, e vive e trabalha em Oxford, na Inglaterra. É escritora, tradutora, editora e doutora em Literatura Grega Antiga. Em poesia, publicou Lugano (Artefacto, 2011), Teatro de rua (do lado esquerdo, 2013), Um quarto em Atenas (Tinta-da-China, 2018), Leopardo e Abstracção (Fresca, 2020) e Adriano (não (edições), 2022), além do livro de contos São Luís dos portugueses em chamas e outros textos (Enfermaria 6, 2016). No Brasil, foram publicados Um quarto em Atenas (Edições Macondo, 2019) e Adriano (Editora 34, 2026).

Dirceu Villa nasceu em São Paulo, em 1975. É poeta, tradutor, professor e doutor em Estudos Linguísticos e Literários pela Universidade de São Paulo. É autor, entre outros, de Descort (Hedra, 2003), Icterofagia (Hedra, 2008), Couraça (Laranja Original, 2020) e Ciência nova (Laranja Original, 2022). Já traduziu obras de autores como Joseph Conrad, Ezra Pound, Mairéad Byrne, H. P. Lovecraft e Jean Cocteau.


Palco 7
16 maio, 18h

RAÚL ZURITA

conversa com 

FRANCESCA CRICELLI E JOCA REINERS TERRON

Inédito no Brasil até 2026, Raúl Zurita é um dos mais importantes poetas do Chile e da América Latina. Preso e torturado durante o regime militar de Augusto Pinochet, o autor, engenheiro de formação, tornou-se um nome fundamental da cena poético-política de seu país, inscrevendo em seu próprio corpo o terror da repressão. Os cumes e as planícies da paisagem chilena são temas frequentes de sua poética, radical na experimentação, assim como a paixão em suas mais inesperadas manifestaçõres. Raúl Zurita conversa com a poeta e pesquisadora Francesca Cricelli, tradutora de sua obra para o português, e com Joca Reiners Terron, escritor e tradutor de diversos autores latino-americanos. 

 

Raúl Zurita nasceu em Santiago, Chile, em 1950. É poeta, crítico literário e foi professor em seu país natal e nos Estados Unidos. É autor de Purgatorio (Editorial Universitaria, 1979), Anteparaiso (Editores Asociados, 1982) e Canto a su amor desaparecido (Editorial Universitaria, 1985), entre outros títulos. O título mais recente de poemas inéditos é Zurita (Ediciones UDP, 2011). Por sua produção, recebeu o Prêmio Pablo Neruda e o Reina Sofía de Poesía Iberoamericana. No Brasil, foi publicada a antologia Sua vida quebrando-se (Círculo de Poemas, 2026, tradução de Francesca Cricelli).

Francesca Cricelli nasceu em Ribeirão Preto (sp), em 1982. Doutora em Literaturas Estrangeiras pela Universidade de São Paulo, é poeta, tradutora e pesquisadora. Em poesia, publicou Repátria (Demônio Negro, 2015), Errância (Macondo, 2019) e Inventário (Nós, 2024). Traduziu a antologia de poemas do chileno Raúl Zurita para o português, além de obras de ficção de autoras italianas como Elena Ferrante, Igiaba Scego, Paola Masino e Alba de Céspedes.

Joca Reiners Terron nasceu em Cuiabá (mt), em 1968. É escritor e tradutor. Em poesia, publicou Eletroencefalodrama (Ciência do Acidente, 1998), Animal anônimo (Ciência do Acidente, 2022) e Mapa desbotado pelo sol (Sorte & Azar S/A, 2024). Escreveu, entre outros romances, Do fundo do poço se vê a lua (Companhia das Letras, 2010), vencedor do Prêmio Machado de Assis da Biblioteca Nacional e Onde pastam os minotauros (Todavia, 2023), Prêmio apca de Melhor Romance. Já traduziu obras de autores como Samanta Schweblin, Camila Sosa Villada, Roberto Bolaño e Mario Levrero.


Palco 8
16 maio, 20h

Leituras e performances de

ANA FRANGO ELÉTRICO + JULIANA PERDIGÃO + NEGRO LEO / NATASHA FELIX + ROMULO ALEXIS

Onde acaba um poema e começa uma canção? É a pergunta que se coloca quando assistimos a apresentações de Ana Frango Elétrico e Natasha Felix, artistas que borram qualquer limite entre formas de expressão justamente para subvertê-las, potencializá-las. Complexificando o jogo entre palavra e som, Ana e Natasha demonstram que incorporar um poema é dar a ele o que é também do cinema: imagem em movimento.

Ana Frango Elétrico nasceu no Rio de Janeiro, em 1997. É artista visual, cantore, compositore, produtore musical e escritore. Lançou os álbuns Mormaço queima (2018), Little electric chicken heart (Risco, 2019), vencedor do Prêmio apca de Revelação Musical, e Me chama de gato que sou sua (2023), Prêmio apca de Melhor Álbum do Ano e do Prêmio da Música Brasileira de Melhor Álbum de Rock. Publicou o livro Escoliose: paralelismo miúdo (Garupa, 2020).

Juliana Perdigão nasceu em Belo Horizonte, em 1979. É compositora, cantora, musicista, produtora, performer e artista sonora. Seu trabalho artístico explora conexões entre som, palavra e performance. Lançou cinco discos, Álbum desconhecido (2011), Ó (2016), Folhuda (2019), Dúvidas (2020) e Machamba (2026).

Negro Leo nasceu em Pindaré-Mirim (ma), em 1983, e cresceu no Rio de Janeiro. É cantor, compositor, multi-instrumentista, ator e cineasta. Lançou doze álbuns musicais, entre eles Água batizada (2016), Desejo de lacrar (2020) e RELA (2024). Dirigiu o curta Nenhuma fantasia (2021) e codirigiu com Gregório Gananian o longa Aquele que viu o abismo (2024). No teatro, participou do espetáculo Pretoperitamar – O caminho que vai dar aqui (2019), da ópera O café (2022) e integrou a banda da peça Avenida Paulista, da Consolação ao Paraíso (2025), dirigida por Felipe Hirsch.

Natasha Felix nasceu em Santos (sp), em 1996. É poeta e performer, autora dos livros Use o alicate agora (Macondo, 2018), Inferninho (Círculo de Poemas, 2024) e Três vezes Lázaro (Círculo de Poemas, 2026), além de figurar em diversas antologias e coletâneas. Integra a organização Lastro, que atua em rede a partir do Sul Global nos campos da arte contemporânea.Romulo Alexis é músico, compositor, produtor cultural, educador e videoartista. Mestre em musicologia pela Universidade de São Paulo, pesquisa performances sonoras negras no doutorado. Atuou como programador de música no Sesc São Paulo, sendo curador do Festival Preta Jazz da Feira Preta, e como diretor musical do África em Nós, realizado pelo Instituto Moreira Salles e pela Feira Preta.


Palco 9
17 maio, 11h

CIDA PEDROSA E DALILA TELES VERAS 

conversam com

TARSO DE MELO 

Da Ilha da Madeira para Santo André, a poeta Dalila Teles Veras fundou a Alpharrabio Editora e Livraria em 1992, referência de uma geração do abc paulista. Do Bodocó pernambucano para a Câmara dos Vereadores, Cida Pedrosa entrelaça em sua poética rastros de suas andanças pelo Brasil a acontecimentos que marcaram a história do país. Ambas começaram suas trajetórias no movimento estudantil, cuja atuação alinhada à esquerda está fincada em seus versos. Em conversa com o editor e também poeta Tarso de Melo, elas falam de como a paisagem, a indignação e o ativismo se convertem em poesia. 

Cida Pedrosa nasceu em Bodocó (pe), em 1963. É poeta, feminista, advogada de direitos humanos e vereadora de Recife. Entre seus livros estão As filhas de Lilith (Calibán, 2009), Claranã (Confraria do Vento, 2015), Solo para vialejo (Cepe, 2019), vencedor do Prêmio Jabuti nas categorias Poesia e Livro do Ano, e Araras vermelhas (Companhia das Letras, 2022), vencedor do Prêmio apca na categoria Poesia. Em 2024, recebeu o Prêmio Literário Guerra Junqueiro Lusofonia, em Portugal, pelo conjunto de sua obra.

Dalila Teles Veras nasceu em Portugal, em 1946, e vive no Brasil desde a infância. É escritora, editora, ativista cultural e Doutora Honoris Causa pela Universidade Federal do abc. Publicou livros de poesia, crônicas, ensaios, diários, sendo os mais recentes Fuga e urgências (Alpharrabio, 2022), Opções para morrer no espaço (Patuá, 2024) e Ínsulas (Círculo de Poemas, 2026).

Tarso de Melo nasceu em Santo André (sp), em 1976. É poeta, editor e doutor em Filosofia do Direito pela Universidade de São Paulo. É autor de Íntimo desabrigo (Alpharrabio/Dobradura Editorial, 2017), Rastros: antologia poética 1999-2018 (Martelo Casa Editorial, 2019), As formas selvagens da alegria (Alpharrabio, 2022) e do livro de ensaios Música do mundo (Fósforo, 2026). É editor do Círculo de Poemas. 


Palco 10
17 maio, 14h

FLORA LAHUERTA E RICARDO DOMENECK

conversam com

SCHNEIDER CARPEGGIANI 

Dois poetas brasileiros que vivem fora do país (Lahuerta em Lisboa e Domeneck em Berlim) e que trabalham a performance como parte de seu repertório poético. Transitando entre diversos gêneros e territórios, ambos se encontram nas odes e na poesia erótica, sobre a qual conversam neste encontro com o editor e crítico literário Schneider Carpeggiani. A circulação da poesia brasileira mundo afora também será tema da mesa. 

 

Flora Lahuerta nasceu em São Paulo, em 1983. Poeta, pesquisadora e produtora cultural, é mestre em Geografia Humana pela Universidade de São Paulo e autora do livro Língua solta (Urutau, 2023). Atualmente vive e trabalha em Lisboa, onde organiza eventos culturais; é a responsável pela produção da seção folio Mais do Festival Literário Internacional de Óbidos.

Ricardo Domeneck nasceu em Bebedouro (sp), em 1977. É escritor e tradutor. Entre suas obras estão Cigarros na cama (Berinjela/Modo de Usar & Co., 2011), Medir com as próprias mãos a febre (7Letras, 2015), Cabeça de galinha no chão de cimento (Editora 34, 2023), vencedor do Prêmio Jabuti e do Prêmio Alphonsus de Guimaraens, Memorando: Maximin (Ercolano, 2026) e A cidadania das bonecas de pano (Ars et Vita, 2026). Coeditou a revista modo de usar & co. (2007-2017) e atualmente edita a revista Peixe-boi. Também tem livros publicados na Holanda, na Espanha, nos Estados Unidos e na Alemanha, onde vive desde 2002. 

Schneider Carpeggiani nasceu em Recife (pe), em 1977. É jornalista, editor, crítico literário e doutor em Teoria Literária pela Universidade Federal de Pernambuco. Foi editor do Suplemento Pernambuco, curador da Bienal do Livro da Bahia e da Bienal do Livro de Pernambuco. Atualmente é editor no Grupo Autêntica. 


Palco 11
17 maio, 16h

Encontro com

EGANA DJABBAROVA E LAHYA AUKONGO 

Conversam com

JESS OLIVEIRA

As duas poetas vivem na Alemanha, mas têm origens em pontos distantes do mapa: articuladora da cena do spoken word em Berlim, Lahya Aukongo é namibiana, enquanto Egana Djabbarova, de origem azerbaijana, nasceu na Rússia e estabeleceu-se como escritora e professora em Hamburgo. Além de apresentar leituras de suas obras, as autoras conversam com a tradutora e pesquisadora Jess Oliveira sobre migração não voluntária, racismo, xenofobia e pensamento diaspórico e decolonial. 

A participação de Lahya Aukongo no Festival Poesia no Centro conta com o apoio do Goethe-Institut e do Goethe-Zentrum Brasília. 

Egana Djabbarova nasceu em 1992, na Rússia, é de origem azerbaijana e atualmente vive em Hamburgo, na Alemanha. É escritora, pesquisadora e professora de literatura russa e de russo como língua estrangeira. Autora de três livros de poesia, no Brasil tem publicada a antologia Rus bala (Ars et Vita, 2025, tradução de Maria Vragova e Prisca Agustoni). 

Lahya Aukongo é uma artista namibiana, nascida em Berlim Oriental, em 1978. É escritora, poeta, fotógrafa, curadora, ativista, artista interseccional e curadora do evento mensal de poesia One World Poetry Night, realizado em Berlim. É autora, entre outros livros, de Kalungas kind (Rowohlt, 2009), Buchstabengerfühle: Eine poetische Einmischung (w_orten & meer, 2018) e Sperrlinein (Edição da autora, 2020). No Brasil, tem publicada a antologia Nada além de flores (Relicário, 2026, tradução de Jess Oliveira e Raquel Alves dos Santos).

Jess Oliveira nasceu em 1989. É poeta, tradutora, crítica literária e professora na Universidade Federal da Bahia. Doutora em Literatura e Cultura, pesquisa literatura e outras artes de autoria negra, com foco no contexto alemão, além de integrar o Cocoruto Art Duo, coletivo de cotradução, coescrita e experimentação audiovisual. Traduziu obras de Christina Sharpe, Grada Kilomba, Karl Alfred Loeser, May Ayim, Josephine Apraku, Dionne Brand e bell hooks, entre outras autorias. 


Palco 12
17 maio, 18h

ALBERTO MARTINS E PAULA ABRAMO 

conversam com

PRISCA AGUSTONI 

Em seu livro mais recente, Boris e Marina: poemas (Companhia das Letras, 2025), Alberto Martins parte da correspondência entre os poetas Boris Pasternak, Marina Tsvetáieva e Rainer Maria Rilke, iniciada no verão de 1926 e marcada pela impossibilidade do encontro, uma consequência da Revolução Russa. Já a poeta mexicana Paula Abramo volta-se às cartas que seu avô brasileiro, o jornalista e militante trotskista Fulvio Abramo, enviou nas décadas de 1930 e 1940; parte dessa correspondência foi escrita durante o exílio na Bolívia imposto pelo Estado Novo. Os dois conversam sobre esses trânsitos e apropriações com a também poeta e tradutora Prisca Agustoni. 

 

Alberto Martins nasceu em 1958, em Santos (sp). É escritor e artista plástico. Publicou os romances A história dos ossos (2005), vencedor do Prêmio Portugal Telecom, Lívia e o cemitério africano (2013), Prêmio apca de Melhor Romance do Ano, e a novela Violeta (2023), todos pela Editora 34. Em poesia, publicou, entre outros, Cais (Editora 34, 2002), Em trânsito (Companhia das Letras, 2010), Boris e Marina (Companhia das Letras, 2025) e Caderno de lascas (Círculo de Poemas, 2026).

Paula Abramo nasceu na Cidade do México, em 1980. É poeta, tradutora, editora e professora na Universidad Nacional Autónoma de México. É autora do livro Fiat Lux (Fondo Editorial Tierra Adentro, 2012), publicado também na Argentina (2020), nos Estados Unidos (2022) e no Brasil (Editora 34, 2026), com tradução de Gustavo Pacheco. Edita, junto com os poetas mexicanos Minerva Reynosa e Efraín Velasco Sosa, o fanzine Muiraquitã: Proyecto Fanzinero de Poesía.Prisca Agustoni nasceu em Lugano, Suíça, em 1975, e vive no Brasil desde 2002. É poeta, tradutora, crítica literária e professora de literatura e criação literária na Universidade Federal de Juiz de Fora. Entre suas publicações mais recentes estão O mundo mutilado (Quelônio, 2020), O gosto amargo dos metais (7Letras, 2022), vencedor do Prêmio Cidade de Belo Horizonte e do Prêmio Oceanos na categoria Poesia, além de Quimera (Círculo de Poemas, 2025).


Palco 13
17 maio, 20h

Leituras e performances de

MAR BECKER / TATIANA NASCIMENTO + ACHILES LUCIANO

Uma frase talvez consiga reproduzir o que resultará da colisão dessas duas poetas: quem compõe é a outra. A gaúcha Mar Becker estreou na poesia em 2020 e desde então comove multidões nas leituras que faz de seus livros. Tatiana Nascimento, brasiliense radicada em São Paulo, cantora, slammer, editora, movimenta há mais de uma década a cena cultural e política do país. A favor e em comum, elas amplificam com sua voz a voz de milhares de mulheres e autoras brasileiras.

Mar Becker nasceu em Passo Fundo (rs), em 1986. É poeta e autora dos livros A mulher submersa (Urutau, 2020), Sal (Assírio & Alvim Brasil, 2022), Cova profunda é a boca das mulheres estranhas (Círculo de Poemas, 2024) e Noite devorada (Círculo de Poemas, 2025), vencedor do Prêmio apca. Suas duas primeiras obras foram publicadas em Portugal no volume Canção derruída (Assírio & Alvim, 2023).

Tatiana Nascimento nasceu em Brasília, em 1981. É cantora, compositora, escritora, tradutora e editora na padê editorial. Publicou, entre outros livros, Um ebó di boca y outros [silêncios] (Peirópolis, 2023), Três tigres tortas (Amarcord, 2023) e Água de maré (Pallas, 2025). Em 2024 lançou o álbum Meio beat meio banzo.

Achiles Luciano nasceu em São Paulo. É artista visual e multimídia, com pesquisa focada na cultura afro-brasileira. Sua atuação abrange pintura, ilustração digital, design gráfico, edição de vídeo, motion graphics e projeções urbanas.


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