234
- Autor(a): Dalton Trevisan
- Editora: Record
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ISBN: 9788501048738
ANO DE EDIÇÃO: 1997
PÁGINAS: 128
ENCADERNAÇÃO: BROCHURA
FORMATO: 21 X 0.7
PESO: 175G
ANO DE EDIÇÃO: 1997
PÁGINAS: 128
ENCADERNAÇÃO: BROCHURA
FORMATO: 21 X 0.7
PESO: 175G
"Em 234, o curitibano Dalton Trevisan mostra um pouco mais de sua inconfundível e tão intensa escrita. ""Na cama, diz o marido: — Você é gorda, sim. Mas é limpa.— ...— Você é feia, certo? Mas é de graça.
Uma moça? Foi, sim. Teve essa fita. Andando num caminho sem gente, trombei com ela. Muito pirado. Aí, aconteceu. Se estava de barriga? Não fiquei lá para saber. Essa outra me conheceu? Acho que tem esse lance. Eu ia passando na estrada, ela vinha vindo. Pedi horas pra ela. Comecei a trocar uma ideia e tal. Feliz Natal, eu disse. Aí ela viu a faca: ""Tá limpo. Num quero que me mata. Num quero é morrer."" Eu usei ela. Fiquei com ela e tal. Dentro dos conformes. — Sabe quem bateu às três da manhã na porta do meu quarto?— Ai, amiga... Quem pode ser?— O Senhor Jesus. Ele queria muito falar comigo.— Essa, não. Logo o Senhor Jesus. E daí?— Duas vezes me chamou pelo nome.— Orra, não me figa. O que...— Você abriu a porta? Nem eu. Já sei o que era. Só porque eu... Fiquei bem quieta. E não quis falar com ele. — Bêbado, ele me bate sem dó. Fica doidão, quer fazer tudo. Se resisto, apanho mais ainda. Ai, meu Jesusinho. Então abro as pernas. Uma vela ofericida para as almas do purgatório."""
Uma moça? Foi, sim. Teve essa fita. Andando num caminho sem gente, trombei com ela. Muito pirado. Aí, aconteceu. Se estava de barriga? Não fiquei lá para saber. Essa outra me conheceu? Acho que tem esse lance. Eu ia passando na estrada, ela vinha vindo. Pedi horas pra ela. Comecei a trocar uma ideia e tal. Feliz Natal, eu disse. Aí ela viu a faca: ""Tá limpo. Num quero que me mata. Num quero é morrer."" Eu usei ela. Fiquei com ela e tal. Dentro dos conformes. — Sabe quem bateu às três da manhã na porta do meu quarto?— Ai, amiga... Quem pode ser?— O Senhor Jesus. Ele queria muito falar comigo.— Essa, não. Logo o Senhor Jesus. E daí?— Duas vezes me chamou pelo nome.— Orra, não me figa. O que...— Você abriu a porta? Nem eu. Já sei o que era. Só porque eu... Fiquei bem quieta. E não quis falar com ele. — Bêbado, ele me bate sem dó. Fica doidão, quer fazer tudo. Se resisto, apanho mais ainda. Ai, meu Jesusinho. Então abro as pernas. Uma vela ofericida para as almas do purgatório."""
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TEMPORADA NO FUTURO
TEMPORADA CONTRA TIRANIA