A CALMA DOS DIAS
- Autor(a): Rodrigo Naves
- Editora: Companhia das Letras
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AUTOR: Rodrigo Nave
ISBN: 9788535923889
ANO DE EDIÇÃO: 2014
PÁGINAS: 176
ENCADERNAÇÃO: BROCHURA
FORMATO: 23 X 1.5
PESO: 282G
ISBN: 9788535923889
ANO DE EDIÇÃO: 2014
PÁGINAS: 176
ENCADERNAÇÃO: BROCHURA
FORMATO: 23 X 1.5
PESO: 282G
No breve volume de ficção O filantropo, Rodrigo Naves, um dos mais importantes críticos de arte do Brasil, trabalhou num registro que o crítico João Moura Jr. iria chamar de “choque moderno”. A partir de uma linguagem que combinava ensaio, prosa e poesia, Naves encapsulou pequenas impressões, cenas e acontecimentos do cotidiano, retirando-os de um lugar de segurança para atribuir a eles novos significados.
Quinze anos se passaram até que Naves resolvesse voltar à ficção. Todavia, se há algo de O filantropo neste A calma dos dias - a forma curta, o rompimento da expectativa e de esquemas preconcebidos -, há também uma nova aspereza, que invade constantemente o olhar conciso e lírico do autor. O embate entre a resistência da matéria e aquilo que ela tem de leve e fluido está no centro destes contos. A habilidade de Naves está em criar, nas palavras do crítico André Goldfeder, “uma paisagem dispersa, traçada com linhas inquietas e deslocamentos sutis”. É o crítico de arte diante do mundo, desincumbido da obrigação de avaliá-lo, preenchendo espaços vazios e ocultando o que está à vista.“Nesses livros as palavras extraem sua beleza menos de uma vontade inquestionável de dizer, que da capacidade de materializar uma experiência do olhar. Um olhar que surpreende nos corpos aquilo que mostram sem ver, que rearranja as coisas ao redor criando forças que as atraem e repelem entre si por meio de gestos silenciosos.” - André Goldfeder
Quinze anos se passaram até que Naves resolvesse voltar à ficção. Todavia, se há algo de O filantropo neste A calma dos dias - a forma curta, o rompimento da expectativa e de esquemas preconcebidos -, há também uma nova aspereza, que invade constantemente o olhar conciso e lírico do autor. O embate entre a resistência da matéria e aquilo que ela tem de leve e fluido está no centro destes contos. A habilidade de Naves está em criar, nas palavras do crítico André Goldfeder, “uma paisagem dispersa, traçada com linhas inquietas e deslocamentos sutis”. É o crítico de arte diante do mundo, desincumbido da obrigação de avaliá-lo, preenchendo espaços vazios e ocultando o que está à vista.“Nesses livros as palavras extraem sua beleza menos de uma vontade inquestionável de dizer, que da capacidade de materializar uma experiência do olhar. Um olhar que surpreende nos corpos aquilo que mostram sem ver, que rearranja as coisas ao redor criando forças que as atraem e repelem entre si por meio de gestos silenciosos.” - André Goldfeder
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