A trilogia do trabalho
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ISBN: 9786557175934
ANO DE EDIÇÃO: 2026
PÁGINAS: 240
ENCADERNAÇÃO: BROCHURA
FORMATO: 2 X 23
PESO: 300G
ANO DE EDIÇÃO: 2026
PÁGINAS: 240
ENCADERNAÇÃO: BROCHURA
FORMATO: 2 X 23
PESO: 300G
A trilogia do trabalho, nova obra do sociólogo Ricardo Antunes, apresenta ao leitor os dilemas e mudanças no mundo do trabalho contemporâneo, especialmente a partir da explosão do trabalho digital, que envolve milhares de motoristas, entregadores, cuidadores e outros profissionais. Mediados por plataformas e sob controle algorítmico, estas novas modalidades vêm se convertendo mais em regra do que em exceção e aceleram a precarização estrutural do trabalho. Por que isso acontece? A obra busca refletir sobre isso a partir de quatro módulos: no primeiro, Antunes apresenta como o trabalho foi se metamorfoseando até assumir sua configuração atual. Ele segue discutindo as principais características do trabalho uberizado a partir do advento das grandes plataformas digitais. Na terceira parte, aborda autores que contribuíram para uma crítica radical do trabalho alienado como Karl Marx, István Mészáros, Ruy Mauro Marini, Michael Löwy e Ken Loach. Na parte final, trata das lutas atuais dos trabalhadores de serviços no Brasil e no mundo. “Esta obra dá continuidade a uma série de volumes do autor, mas tem importância singular e especial. Nela trata-se com detalhes inéditos dos dilemas históricos do capitalismo – sobretudo na América Latina, o primeiro continente a ser espoliado pelo colonialismo. A análise histórica é acompanhada de um estudo cuidadoso, sem paralelos na literatura, do processo de recomposição técnica e política da classe trabalhadora no neoliberalismo contemporâneo. O balanço final, tão cauteloso quanto ousado, retoma a centralidade da política e, em particular, as formas de resistência que vêm emergindo do ventre da reprodução do capital”, escreve Alfredo Saad Filho. Trecho “Os algoritmos, concebidos e desenhados pelas corporações globais para controlar os tempos, ritmos, lugares, qualidades, intensidades e movimentos em todas as atividades laborativas, constituíram-se em ingrediente decisivo para, sob uma falsa aparência de autonomia, impulsionar e comandar novas formas de superexploração do trabalho, nas quais as jornadas de 8, 10, 12 horas ou mais são frequentes, eliminando a ideia falaciosa de gig economy. Na verdade, estamos presenciando, uma vez mais, uma característica já indicada em vários capítulos deste livro, que pode ser assim resumida: há uma simbiose entre o mundo virtual algorítmico e a exploração ilimitada do corpo produtivo do trabalho, que vem regredindo a uma fase pretérita do capitalismo, no início da Revolução Industrial. Informalidade, trabalho intermitente, subemprego, precarização, infoproletariado e cibertariado são todas denominações que acabaram por desembocar em sua versão atual: o trabalho uberizado”.
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