AZAGAIA
- Autor(a): André Capilé
- Editora: Macondo
R$ 40,00
FORMAS DE PAGAMENTO
Pix
1 x sem juros de R$ 40,00 no Pix
Cartão de Credito
Boleto
1 x sem juros de R$ 40,00 no Boleto
R$ 40,00
Quantidade
Produto Indisponível
Avise-me quando chegar
ADAPTAÇÃO: Capilé, André
ANO DE EDIÇÃO: 2021
ISBN: 9786588750186
PÁGINAS: 100
ENCADERNAÇÃO: BROCHURA
FORMATO: 12 X 18
PESO: 100G
ANO DE EDIÇÃO: 2021
ISBN: 9786588750186
PÁGINAS: 100
ENCADERNAÇÃO: BROCHURA
FORMATO: 12 X 18
PESO: 100G
"O que pode uma arma? O que pode um livro de poemas? Em Azagaia, novo trabalho de André Capilé, não encontramos respostas para essas perguntas, mas outras dúvidas ainda maiores. Se a azagaia é uma lança curta, que pode ser usada em arremessos na caça ou na pesca, o livro de André Capilé dialoga com sua etimologia ao colocar em prática esses arremessos sempre em duas direções: à origem (incerta) e ao futuro (incerto). O que pode uma arma que se arremessa contra as memórias?
Azagaia é um livro de memórias, e se inscreve sintatica e imageticamente tendo como base essa violência do narrar. Pelo movimento dos poemas, vemos a lança que se joga desde a casa da infância, em uma origem que é a do próprio ventre e a da língua materna, mas que se espatifa na rua, rua essa coberta de crianças que correm, e falam, falam muito, descalças se aglutinando feito cães que arremedam a paisagem civil e, em seguida, desaparecem. É a partir desse rastro e dessa dúvida que os poemas se apresentam à luta e à sintaxe ferida pelas lembranças.
Azagaia, de André Capilé, é também um livro sobre a fome, esse motor imenso que se apresenta entre costura e rasgo. Fome essa que é imagem, mas também vazio, o que nunca se sacia, e só por conta disso se inscreve. Se um livro de poemas é capaz de vencer, ou ao menos emular um fechamento de tais lacunas, isso nós nunca saberemos, mas o que podemos afirmar é que o que temos agora entre os leitores é sim um livro de formação.
Azagaia é um livro de memórias, e se inscreve sintatica e imageticamente tendo como base essa violência do narrar. Pelo movimento dos poemas, vemos a lança que se joga desde a casa da infância, em uma origem que é a do próprio ventre e a da língua materna, mas que se espatifa na rua, rua essa coberta de crianças que correm, e falam, falam muito, descalças se aglutinando feito cães que arremedam a paisagem civil e, em seguida, desaparecem. É a partir desse rastro e dessa dúvida que os poemas se apresentam à luta e à sintaxe ferida pelas lembranças.
Azagaia, de André Capilé, é também um livro sobre a fome, esse motor imenso que se apresenta entre costura e rasgo. Fome essa que é imagem, mas também vazio, o que nunca se sacia, e só por conta disso se inscreve. Se um livro de poemas é capaz de vencer, ou ao menos emular um fechamento de tais lacunas, isso nós nunca saberemos, mas o que podemos afirmar é que o que temos agora entre os leitores é sim um livro de formação.
TEMPORADA NO INFERNO
TEMPORADA NO FUTURO
TEMPORADA CONTRA TIRANIA