MOREL 6
- Autor(a): AUTORES VÁRIOS
- Editora: Ipsis
R$ 80,00
FORMAS DE PAGAMENTO
Pix
1 x sem juros de R$ 80,00 no Pix
Cartão de Credito
1 x sem juros de R$ 80,00 no Cartão de Credito
Boleto
1 x sem juros de R$ 80,00 no Boleto
R$ 80,00
Quantidade
Produto Indisponível
Avise-me quando chegar
AUTOR: AUTORES VÁRIOS
ISBN: 9780009300905
ANO DE EDIÇÃO: 2022
PÁGINAS: 80
FORMATO: 2 X 21
ISBN: 9780009300905
ANO DE EDIÇÃO: 2022
PÁGINAS: 80
FORMATO: 2 X 21
MOREL #6 Por isso esta Morel volta-se para as paisagens e os personagens mais afetados pelo descaso, nas periferias da nação, da Amazônia às quebradas das metrópoles. Sob o olhar duro de Mano Brown, o poeta mais influente da literatura brasileira contemporânea – que em 2022 comemora 25 anos dos essenciais Sobrevivendo no Inferno e 20 de Nada como um Dia após o Outro Dia –, trazemos nosso primeiro dossiê do lado B do Brasil. Porque há um outro pesadelo em marcha, e na velocidade da luz. O guia Amazônia Legal e o Futuro do Brasil, editado pela ativista Rebeca Lerer, do Monitor Ambiental Sinal de Fumaça (sinaldefumaca.
com), detalha um quadro de colapso socioambiental na Amazônia Legal nos últimos quatro anos, orquestrado pelo governo federal e operado com a ajuda de parlamentares federais, governadores, deputados estaduais e grandes compradores de produtos minerais, madeireiros e agropecuários. O guia é assustador ao detalhar como o processo de demolição é um projeto: 9.
277 km² foram desmatados na Amazônia Legal, de janeiro até outubro, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). E segundo reportagem da Agência Pública, os pesquisadores da Red Amazónica de Información Socioambiental Georreferenciada (RAISG) identificaram que 26% da Amazônia estão altamente degradados, o que a coloca no patamar do ponto de não retorno – ou seja: um quarto da floresta amazônica virou savana, não existe mais, kaput, já era. Esqueça as lindas imagens da exposição Amazônia, de Sebastião Salgado: aquele Éden foi devastado – a realidade está mais próxima da chamada pós-floresta de Rodrigo Petrella, fotógrafo que documenta a progressiva devastação do bioma. Fato: nos últimos 18 anos, a floresta perdeu uma Espanha. Tais números são tão surreais que apenas a realidade objetiva não alcança o tamanho da nossa perda. Assim, Morel extrapola o documento e se aproxima da ficção. O fotógrafo Rogério Assis registra a misteriosa formação dos rios aéreos amazônicos, enquanto Susy Freitas imagina, em ficção científica, um futuro em que a água só existe mesmo no céu, e o jornalista Carlos Messias visita os sonhos de uma aldeia huni kuin, no Acre. Lembrando que os povos originários são o último bastião na conservação da pátria primeira, convocamos as artistas Zahy Guajajara e Yacunã Tuxá, respectivamente em diálogos com o cineasta Felipe Bragança e a cartunista Carol Ito. Escapando da Amazônia, o Brasil fora do eixo comparece também na fotografia lírica de Rafael Felix e nos microcontos de Yan Rego; no intimismo de Maria Isabel Iorio, no humor disruptivo de Jessica Padua e Fabi Langona e na ficção social de Henrique Rodrigues; na narrativa erótica de José Luiz Passos e no horror gore de Verena Cavalcante. Só mesmo aproximando pesadelos e fantasias para a gente passar a régua neste trepidante ano de 2022. Nada como um dia após o outro dia: que você tenha o 2023 dos seus sonho. Morel é uma revista focada em literatura, fotografia, artes visuais e algum jornalismo – não necessariamente nesta ordem. Em suas páginas, Morel aproxima as linguagens, promovendo encontros, choques e cruzamentos. Traz longos ensaios fotográficos, prosas curtas, poemas narrativos, trechos de romances, diálogos entre texto e imagem, ensaios visuais e cartuns. Traz viagens, perfis, entrevistas, ficções; acima de tudo, é uma revista que busca a criação. O nome é uma chave para abrir as portas da criação: trata-se de uma homenagem ao protagonista do livro A Invenção de Morel, do argentino Adolfo Bioy Casares. Uma máquina que registra e projeta, em tempo real, eventos e retratos de pessoas que viveram em épocas diferentes, promovendo um enlace entre tempos: o tempo presente, o tempo passado, o tempo infinito. Por isso Morel conversa com atualidades, mas não se prende às armadilhas das pautas presentes, não se esquece nem de mergulhar no passado nem de projetar o futuro. Por isso o lema de Morel é Pessoas & Universos Atemporais. Uma ilha no meio do tumulto do século da in
com), detalha um quadro de colapso socioambiental na Amazônia Legal nos últimos quatro anos, orquestrado pelo governo federal e operado com a ajuda de parlamentares federais, governadores, deputados estaduais e grandes compradores de produtos minerais, madeireiros e agropecuários. O guia é assustador ao detalhar como o processo de demolição é um projeto: 9.
277 km² foram desmatados na Amazônia Legal, de janeiro até outubro, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). E segundo reportagem da Agência Pública, os pesquisadores da Red Amazónica de Información Socioambiental Georreferenciada (RAISG) identificaram que 26% da Amazônia estão altamente degradados, o que a coloca no patamar do ponto de não retorno – ou seja: um quarto da floresta amazônica virou savana, não existe mais, kaput, já era. Esqueça as lindas imagens da exposição Amazônia, de Sebastião Salgado: aquele Éden foi devastado – a realidade está mais próxima da chamada pós-floresta de Rodrigo Petrella, fotógrafo que documenta a progressiva devastação do bioma. Fato: nos últimos 18 anos, a floresta perdeu uma Espanha. Tais números são tão surreais que apenas a realidade objetiva não alcança o tamanho da nossa perda. Assim, Morel extrapola o documento e se aproxima da ficção. O fotógrafo Rogério Assis registra a misteriosa formação dos rios aéreos amazônicos, enquanto Susy Freitas imagina, em ficção científica, um futuro em que a água só existe mesmo no céu, e o jornalista Carlos Messias visita os sonhos de uma aldeia huni kuin, no Acre. Lembrando que os povos originários são o último bastião na conservação da pátria primeira, convocamos as artistas Zahy Guajajara e Yacunã Tuxá, respectivamente em diálogos com o cineasta Felipe Bragança e a cartunista Carol Ito. Escapando da Amazônia, o Brasil fora do eixo comparece também na fotografia lírica de Rafael Felix e nos microcontos de Yan Rego; no intimismo de Maria Isabel Iorio, no humor disruptivo de Jessica Padua e Fabi Langona e na ficção social de Henrique Rodrigues; na narrativa erótica de José Luiz Passos e no horror gore de Verena Cavalcante. Só mesmo aproximando pesadelos e fantasias para a gente passar a régua neste trepidante ano de 2022. Nada como um dia após o outro dia: que você tenha o 2023 dos seus sonho. Morel é uma revista focada em literatura, fotografia, artes visuais e algum jornalismo – não necessariamente nesta ordem. Em suas páginas, Morel aproxima as linguagens, promovendo encontros, choques e cruzamentos. Traz longos ensaios fotográficos, prosas curtas, poemas narrativos, trechos de romances, diálogos entre texto e imagem, ensaios visuais e cartuns. Traz viagens, perfis, entrevistas, ficções; acima de tudo, é uma revista que busca a criação. O nome é uma chave para abrir as portas da criação: trata-se de uma homenagem ao protagonista do livro A Invenção de Morel, do argentino Adolfo Bioy Casares. Uma máquina que registra e projeta, em tempo real, eventos e retratos de pessoas que viveram em épocas diferentes, promovendo um enlace entre tempos: o tempo presente, o tempo passado, o tempo infinito. Por isso Morel conversa com atualidades, mas não se prende às armadilhas das pautas presentes, não se esquece nem de mergulhar no passado nem de projetar o futuro. Por isso o lema de Morel é Pessoas & Universos Atemporais. Uma ilha no meio do tumulto do século da in
Produtos do mesmo Autor
-
-
-
AUTORES VÁRIOSR$ 80,00 à vista
-
-
TEMPORADA NO INFERNO
TEMPORADA NO FUTURO
TEMPORADA CONTRA TIRANIA