Natureza quase viva
- Autor(a): Rosa Oliveira
- Editora: Editora Corsário-Satã
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AUTOR: Roa Oliveira
ISBN: 9786586209051
ANO DE EDIÇÃO: 2021
PÁGINAS: 128
ENCADERNAÇÃO: BOX
PESO: 200G
ISBN: 9786586209051
ANO DE EDIÇÃO: 2021
PÁGINAS: 128
ENCADERNAÇÃO: BOX
PESO: 200G
Natureza quase viva é o primeiro livro da poeta portuguesa Rosa Oliveira publicado no Brasil. A antologia traz poemas dos quatro livros da autora: “Cinza” (2013), “Tardio” (2017), “Errático” (2020) e “Desvio-me da bala que chega todos os dias” (no prelo). Na orelha do livro, a poeta Marília Garcia aponta que: “O tempo, em suas várias manifestações, parece atravessar esta antologia de Rosa Oliveira e se impor, assim como aquele fio plástico no meio das ruínas de Pompeia. Relógios, calendários e formas de medir a duração das coisas: “Eu vinha para os dias e tive horas”, diz ela. E também muitos passados acumulados, restos, ruínas, cinzas: o que fica da memória, certa frase que perdura, anos de cheiro acumulado, ou a luz de uma estrela que já morreu e vem do passado até nós. Além do tempo pausado e das maneiras de capturar o presente, esse “tempo inexistente”, um olho a piscar, o instante em que uma gota d’água pendurada na torneira cai.” No posfácio do livro, o poeta Leonardo Gandolfi fala: "Voltando ao drama do tempo, vale dizer que ele é um dos grandes responsáveis pelos processos de subjetivação que ganham corpo na poesia de Rosa Oliveira. “Eu nunca fugi/ estive sempre aqui”, diz um dos poemas de Errático (2020). E tal presença está menos ligada a um pacto de intimidade do que à exposição do corpo ao tempo. Vê-se isso em exemplos bem diferentes entre si. Todos têm em comum a submissão do corpo ao intempestivo, à duração ou simplesmente à agenda: “eu emagrecera para engordar e voltar a emagrecer”; “não tenho orgasmos há quatro anos”; “então lembrei-me/ dos brócolos/ a ferver há mais de quatro minutos/ desculpem/ vou pra dentro”. E o corpo do interlocutor – incluindo a sua ausência – também colaborará diretamente no drama da constituição do sujeito: “uma mão lava a outra que suja a minha que espreme o sexo/ que limpa a lama/ esmaga os dias que encurva o tempo que acelera e se estilhaça/ contra a palma da mão”."
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