No limiar do silêncio e da letra
- Autor(a): MARIA LUCIA HOMEM
- Editora: Boitempo
R$ 52,00
FORMAS DE PAGAMENTO
Pix
1 x sem juros de R$ 52,00 no Pix
Cartão de Credito
1 x sem juros de R$ 52,00 no Cartão de Credito
Boleto
1 x sem juros de R$ 52,00 no Boleto
R$ 52,00
Quantidade
Produto Indisponível
Avise-me quando chegar
AUTOR: MARIA LUCIA HOMEM
ISBN: 9788575593028
ANO DE EDIÇÃO: 2012
PÁGINAS: 200
ENCADERNAÇÃO: BROCHURA
FORMATO: 23 X 1.1
PESO: 315G
ISBN: 9788575593028
ANO DE EDIÇÃO: 2012
PÁGINAS: 200
ENCADERNAÇÃO: BROCHURA
FORMATO: 23 X 1.1
PESO: 315G
Em No limiar do silêncio e da letra: traços da autoria em Clarice Lispector, Maria Lucia Homem lança luz sobre a construção e crise da subjetividade contemporânea ao mediar o encontro inusitado entre a maior escritora brasileira, Clarice Lispector, e um dos pilares da psicanálise moderna, Jacques Lacan.
Como a psicanálise pode contribuir para a renovação da leitura crítica das obras de Clarice Lispector? Nas primeiras décadas do século XXI, o que ainda temos a escutar de Clarice? A psicanalista, pesquisadora da USP e professora da FAAP responde à questão de forma original ao abordar, em seu primeiro livro, o embate entre palavra, silêncio e autoria, verdadeiro tripé esfíngico na escrita clariceana.
O lançamento do livro pela Boitempo Editorial, em coedição com a Edusp, coincide com os 35 anos de morte de Clarice Lispector e cumpre o difícil desafio de dizer algo novo sobre sua produção literária que, com as vanguardas de seu tempo, questionou tanto os cânones quanto os estilos e formatos de criação literária. 'Maria Lucia enfrenta a tensão entre a psicanálise, que busca escutar o inaudível, e a literatura, que tenta expressar o irrepresentável, para explorar uma busca da 'realidade muda'. Ela teve o mérito de utilizar seus instrumentos com tal pertinência e profundidade que faces ainda obscuras da obra de Clarice puderam vir à luz', afirma Yudith Rosenbaum no prefácio do livro.
Na virada para o século XX, com a formalização do inconsciente - de uma metodologia clínica e de um aparato teórico de acesso a ele - surge um fato incontornável: o sujeito dividido, pulsional, descentrado, raiz de uma nova forma de escrita. Nas palavras de Freud: 'o Eu não é mais senhor em sua morada'. A partir desse momento, há um constante diálogo entre a literatura e a teoria psicanalítica.
Além de ter como base a psicanálise, com clara inspiração em Jacques Lacan, que com Sigmund Freud compõe referência central do livro, a abordagem de Maria Lucia é construída no campo da teoria literária e da filosofia estética, atualizando os debates promovidos por Nietzsche, Benjamin, Adorno, Barthes, Foucault, Auerbach, Anatol Rosenfeld e Cortázar. Esse conjunto de referenciais teóricos desdobra-se em um estudo amplo sobre a noção de sujeito na obra de Clarice. O livro é calcado na análise dos três últimos romances da autora - Água viva, A hora da estrela e Um sopro de vida, todos escritos nos anos 1970 -, nos quais se revela de forma mais clara uma inquietação com os limites da escrita, a rela
Como a psicanálise pode contribuir para a renovação da leitura crítica das obras de Clarice Lispector? Nas primeiras décadas do século XXI, o que ainda temos a escutar de Clarice? A psicanalista, pesquisadora da USP e professora da FAAP responde à questão de forma original ao abordar, em seu primeiro livro, o embate entre palavra, silêncio e autoria, verdadeiro tripé esfíngico na escrita clariceana.
O lançamento do livro pela Boitempo Editorial, em coedição com a Edusp, coincide com os 35 anos de morte de Clarice Lispector e cumpre o difícil desafio de dizer algo novo sobre sua produção literária que, com as vanguardas de seu tempo, questionou tanto os cânones quanto os estilos e formatos de criação literária. 'Maria Lucia enfrenta a tensão entre a psicanálise, que busca escutar o inaudível, e a literatura, que tenta expressar o irrepresentável, para explorar uma busca da 'realidade muda'. Ela teve o mérito de utilizar seus instrumentos com tal pertinência e profundidade que faces ainda obscuras da obra de Clarice puderam vir à luz', afirma Yudith Rosenbaum no prefácio do livro.
Na virada para o século XX, com a formalização do inconsciente - de uma metodologia clínica e de um aparato teórico de acesso a ele - surge um fato incontornável: o sujeito dividido, pulsional, descentrado, raiz de uma nova forma de escrita. Nas palavras de Freud: 'o Eu não é mais senhor em sua morada'. A partir desse momento, há um constante diálogo entre a literatura e a teoria psicanalítica.
Além de ter como base a psicanálise, com clara inspiração em Jacques Lacan, que com Sigmund Freud compõe referência central do livro, a abordagem de Maria Lucia é construída no campo da teoria literária e da filosofia estética, atualizando os debates promovidos por Nietzsche, Benjamin, Adorno, Barthes, Foucault, Auerbach, Anatol Rosenfeld e Cortázar. Esse conjunto de referenciais teóricos desdobra-se em um estudo amplo sobre a noção de sujeito na obra de Clarice. O livro é calcado na análise dos três últimos romances da autora - Água viva, A hora da estrela e Um sopro de vida, todos escritos nos anos 1970 -, nos quais se revela de forma mais clara uma inquietação com os limites da escrita, a rela
TEMPORADA NO INFERNO
TEMPORADA NO FUTURO
TEMPORADA CONTRA TIRANIA