O PARAÍSO DOS GATOS
- Autor(a): Emile Zola
- Editora: COBALTO
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AUTOR: Emile Zola
ISBN: 9786585570015
ANO DE EDIÇÃO: 2023
PÁGINAS: 102
ENCADERNAÇÃO: BROCHURA
FORMATO: 1 X 13
PESO: 351G
ISBN: 9786585570015
ANO DE EDIÇÃO: 2023
PÁGINAS: 102
ENCADERNAÇÃO: BROCHURA
FORMATO: 1 X 13
PESO: 351G
Em 1874, Émile Zola, que já era autor de imponentes afrescos românticos, publicou uma coletânea de textos curtos sob o título Nouveaux contes à Ninon. Sem restrição de gênero, o autor de Germinal (uma das obras primas da literatura francesa) reúne com grande liberdade fábulas, retratos, memórias… Este livro apresenra cinco dessas narrativas deliciosamente ecléticas, onde se revezam um gato errante, um ferreiro atarefado ou uma jovem heroína de grande coração. O título deste livro é o mesmo do conto que abre as breves histórias que mesclam a arte de Zola, uma fábula sobre os pequenos animais domésticos, que se não são os melhores amigos do homem, com certeza são os melhores amigos da literatura. O filósofo francês Taine, amigo de Zola, disse que, tendo estudado cuidadosamente filósofos e gatos, achou os gatos muito mais sábios. A história levanta uma discussão interessante. Devemos buscar segurança na vida acima de tudo? Ou há outras coisas que talvez valham mais a pena, como a busca por aventuras ou ideais? O simpático gato protagonista desta história conta-nos a sua experiência e os seus motivos, e também os dos seus companheiros de aventura, com toda a sinceridade. Após a infância vivida no Sul da França, Émile Zola (1840-1902) conheceu Paul Cézanne, no colégio de Aix- -en-Provence, onde foi reprovado, e em seguida matriculado no liceu de Saint Louis. Levou uma vida boêmia, marcada pela falta de dinheiro. Em 1864, trabalhava na livraria Hachette, e publicou Contos para Ninon, enquanto escrevia artigos para jornais. Em 1865, publicou o romance, La Confesion de Claude. Dois anos depois surge seu romance notável, fundador do naturalismo, Thérèse Raquin. Casou em 1870, mesmo ano em que publica La Fortune des Rougon e La Curée, em forma de folhetim, seguido de Le Ventre de Paris (1873) Nouveaux Contes à Ninon (1874) e La Faute de l’Abbé Mouret (1875). Entre 1870-80, os livros L’Assomoir e Nana, obtiveram enorme sucesso, tornando-se obras emblemáticas do naturalismo. A década de 1880 seria rica para o autor. Apareceram sucessivamente Au Bonheur des Dames (1883), Germinal (1885), L’Oeuvre (1886), La Terre (1887) e, em 1890, La Bête Humaine. Em 1898, protagonizou o caso Dreyfuss, que dividiu a França da 3ª República, ao publicar no jornal “L’Aurore” o célebre artigo – “J’Accuse…!” –, onde defende o capitão injustamente condenado. Um compromisso que provocará o seu exílio na Inglaterra, no final da década de 1890. Neste último período, despontam dois ciclos romanescos: Três cidades e Quatro evangelhos, mas que ficaram inacabados.
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