POESIA VISUAL BRASILEIRA E ARGENTINA
- Autor(a): Augusto de Campos
- Editora: Laranja Original
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ISBN: 9786586042757
ANO DE EDIÇÃO: 2023
PÁGINAS: 232
ENCADERNAÇÃO: BROCHURA
FORMATO: 22.8 X 2
PESO: 500G
As poéticas de vanguarda instauraram uma espécie de cisma do “Oriente ao oriente do Oriente” nos arraiais literários, ao detonarem polêmica e ruptura com as convenções e tradições clássicas (e até modernas) do verso. A poesia visual opera nas zonas de fronteiras, cios e balbucios entre interstícios, nos limites entre o verbal e o visual — tensão de palavra e imagem. Na torsão da linguagem, o figural em configurações de fulgurações, escadas ou hélices a compor constelações de decifrações — um código torse.
Poemas visuais são quase que como enigmas em efígies ou como claros áporos, propositivos de uma contemplação ativa. Da comunicação imediata à afasia mediada; uma recusa à fácil compreensão, arte da fuga. A função do leitor / espectador reside nas heterogêneas escolhas dos sentidos. Põe-se a questão da legibilidade. A lavra da palavra; o fulgor da fi gura. O poema visual demanda a exigência de uma chave léxica? O poema visual reinvindica a chancela de sua ontologia? Crê no que se vê, ou descria. Pontos cegos. O poema pode ser uma imagem. Poesia é feita de imagens... verbais. Embora haja poesia visual sem palavras, talvez a poesia visual que melhor honre o termo (e escape da armadilha da arte plástica) seja aquela que se retroalimenta da tensão entre palavra (verbal) e imagem (visual). Aquela em que as palavras dançam entre os signos visuais, uma variação da logopeia. E mesmo que sem palavras, a imagem é uma ignição para um logos. Quando as palavras se imaginam (i.
e.: tornam-se
TEMPORADA NO INFERNO
TEMPORADA NO FUTURO
TEMPORADA CONTRA TIRANIA