A QUATRO MÃOS
- Autor(a): Roy David Frankel e Yasmin Nigri
- Editora: Círculo de poemas
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AUTOR: Roy David Frankel
ISBN: 9786561390866
ANO DE EDIÇÃO: 2025
PÁGINAS: 40
ENCADERNAÇÃO: BROCHURA
FORMATO: 20 X 1
PESO: 81G
ISBN: 9786561390866
ANO DE EDIÇÃO: 2025
PÁGINAS: 40
ENCADERNAÇÃO: BROCHURA
FORMATO: 20 X 1
PESO: 81G
Dois jovens poetas, ambos nascidos no Rio de Janeiro, mas vivendo em cidades distantes, encontram na escrita conjunta de poemas uma forma de vencer o abismo entre eles. Mas o que pode a poesia diante do abismo em que um amigo desaba para dentro de si? Na trama poética de a quatro mãos, de Roy David Frankel e Yasmin Nigri, cada palavra pode ser um passo em falso, mas é uma tentativa de resgate.
São quatro mãos, sim, mas na superfície dos poemas é sempre muito sutil o jogo entre as duas vozes: “eu brincando de você/ você brincando de mim”. Apenas uma ou outra palavra denuncia o gênero, então sabemos que a voz vem de um ou de outra, de Berlim ou de Haifa, da sombra ou da luz. Se “a doença”, alguém diz, “arrasta pelos rumos errados”, vem a “palavra amiga” de longe, mas sempre por perto, dizer: “troca essa lente, percebe?/ você é mais do que essa imagem baça/ mais do que esses contornos disformes/ rugido impenetrável da ausência/ em que se misturam figura e fundo”.
Há um desejo compartilhado de reconstrução, um empenho para escapar do lado mais sombrio dos dias: “o que eu queria/ na minha cabeça/ era outra cabeça”. E o que se afirma nesse gesto de escrever junto (em direção ao outro, em busca do outro), em que escrita e escuta se abraçam, é que apenas com o outro, multiplicando nossas mãos e nossa voz, podemos “recozer o barro, refazer a peça/ um dia chamada coração”.
São quatro mãos, sim, mas na superfície dos poemas é sempre muito sutil o jogo entre as duas vozes: “eu brincando de você/ você brincando de mim”. Apenas uma ou outra palavra denuncia o gênero, então sabemos que a voz vem de um ou de outra, de Berlim ou de Haifa, da sombra ou da luz. Se “a doença”, alguém diz, “arrasta pelos rumos errados”, vem a “palavra amiga” de longe, mas sempre por perto, dizer: “troca essa lente, percebe?/ você é mais do que essa imagem baça/ mais do que esses contornos disformes/ rugido impenetrável da ausência/ em que se misturam figura e fundo”.
Há um desejo compartilhado de reconstrução, um empenho para escapar do lado mais sombrio dos dias: “o que eu queria/ na minha cabeça/ era outra cabeça”. E o que se afirma nesse gesto de escrever junto (em direção ao outro, em busca do outro), em que escrita e escuta se abraçam, é que apenas com o outro, multiplicando nossas mãos e nossa voz, podemos “recozer o barro, refazer a peça/ um dia chamada coração”.
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