ADRIANO
- Autor(a): Tatiana Faia
- Editora: Editora 34
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AUTOR: Tatiana Faia
ISBN: 9786555252767
ANO DE EDIÇÃO: 2026
ENCADERNAÇÃO: BROCHURA
FORMATO: 21 X 0.5
PESO: 138G
ISBN: 9786555252767
ANO DE EDIÇÃO: 2026
ENCADERNAÇÃO: BROCHURA
FORMATO: 21 X 0.5
PESO: 138G
Em algum momento do século II d.
C., o imperador romano Adriano — o mesmo que motivou Marguerite Yourcenar a ficcionalizar suas Memórias — enamorou-se de um rapaz da Bitínia, uma longínqua província do império. Quando, aos vinte anos de idade, Antínoo morreu afogado nas águas do Nilo, Adriano expressou abertamente sua dor e, entre outros gestos, ordenou que sua beleza fosse retratada em milhares de estátuas, das quais cerca de cem sobreviveram até os nossos dias. A paixão, a devoção, a perda, a impossibilidade de resgatar algo que se sabe para sempre desaparecido e, simultaneamente, a necessidade de tecer pactos de sobrevivência com o mundo são inquietações que percorrem as páginas de Adriano , da poeta portuguesa Tatiana Faia, estudiosa da Antiguidade clássica radicada em Oxford, Inglaterra. Combinando lirismo e reflexão, memória e relato, os quatro poemas de fôlego que formam Adriano operam à maneira das camadas de uma escavação arqueológica, na qual a história se descobre atravessada pelas ruas, os lugares e os afetos do presente. É nessa conjunção de tempos que se situa a literatura de Tatiana Faia, capaz de conectar “a melancolia misteriosa e um pouco hostil dos Antigos”, como ela própria diz em seu posfácio, “à alegria de estar vivo aqui e agora”. O resultado é um livro belo e intenso, em que temos a possibilidade — sempre aberta à poesia — de nos percebermos contemporâneos de vozes que soaram décadas ou milênios atrás.
C., o imperador romano Adriano — o mesmo que motivou Marguerite Yourcenar a ficcionalizar suas Memórias — enamorou-se de um rapaz da Bitínia, uma longínqua província do império. Quando, aos vinte anos de idade, Antínoo morreu afogado nas águas do Nilo, Adriano expressou abertamente sua dor e, entre outros gestos, ordenou que sua beleza fosse retratada em milhares de estátuas, das quais cerca de cem sobreviveram até os nossos dias. A paixão, a devoção, a perda, a impossibilidade de resgatar algo que se sabe para sempre desaparecido e, simultaneamente, a necessidade de tecer pactos de sobrevivência com o mundo são inquietações que percorrem as páginas de Adriano , da poeta portuguesa Tatiana Faia, estudiosa da Antiguidade clássica radicada em Oxford, Inglaterra. Combinando lirismo e reflexão, memória e relato, os quatro poemas de fôlego que formam Adriano operam à maneira das camadas de uma escavação arqueológica, na qual a história se descobre atravessada pelas ruas, os lugares e os afetos do presente. É nessa conjunção de tempos que se situa a literatura de Tatiana Faia, capaz de conectar “a melancolia misteriosa e um pouco hostil dos Antigos”, como ela própria diz em seu posfácio, “à alegria de estar vivo aqui e agora”. O resultado é um livro belo e intenso, em que temos a possibilidade — sempre aberta à poesia — de nos percebermos contemporâneos de vozes que soaram décadas ou milênios atrás.
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