Ano passado
- Autor(a): JÚLIA DE CARVALHO HANSEN
- Editora: Editora Nós
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AUTOR: JÚLIA DE CARVALHO HANSEN
ISBN: 9786585832823
ANO DE EDIÇÃO: 2025
PÁGINAS: 160
ENCADERNAÇÃO: BROCHURA
FORMATO: 23 X 1.5
PESO: 150G
ISBN: 9786585832823
ANO DE EDIÇÃO: 2025
PÁGINAS: 160
ENCADERNAÇÃO: BROCHURA
FORMATO: 23 X 1.5
PESO: 150G
O ano passado está sempre se distanciando. Nunca é apenas um. Passa-se um ano e já se torna outro, mais esquecível, nem sempre mais distante. É uma espécie de epíteto dos esquecimentos. O ano passado pode ser o dia anterior, a estação pregressa, pode nem ter acontecido, pode vir-ainda-a-ser. Pode ser “o instante que antecede as coisas”.
Neste novo livro, a já consagrada poeta Júlia de Carvalho Hansen diz e desdiz certa ideia de cotidianeidade, a um só tempo tocando o expansivo (os anos, os amores, as tragédias, o país) e o comezinho (também os amores, algumas tragédias, certas noções de país). No entremear delicadíssimo dos versos, chancelados pelo registro diarístico, a autora reivindica a pertinência da atenção à passagem do tempo, ao passo que pontua a chama inapagável do tempo presente: “afinal as tempestades estão cada vez mais severas/ quando não chove os incêndios estão em toda parte/ nós somos os filhos da transição”.
Ano passado é o lugar da sutileza e da pungência. Tem a marca do calendário, mas não é contabilizável. Passa, mas não passa nunca, jamais. Lembra persistentemente o leitor: “Você foi ficando vago”. E, ainda assim, o ano passado está aqui, como estamos todos, perenes e para sempre, neste livro marcante, comovente, que veio para permanecer por muitos anos no horizonte da poesia brasileira contemporânea.
Neste novo livro, a já consagrada poeta Júlia de Carvalho Hansen diz e desdiz certa ideia de cotidianeidade, a um só tempo tocando o expansivo (os anos, os amores, as tragédias, o país) e o comezinho (também os amores, algumas tragédias, certas noções de país). No entremear delicadíssimo dos versos, chancelados pelo registro diarístico, a autora reivindica a pertinência da atenção à passagem do tempo, ao passo que pontua a chama inapagável do tempo presente: “afinal as tempestades estão cada vez mais severas/ quando não chove os incêndios estão em toda parte/ nós somos os filhos da transição”.
Ano passado é o lugar da sutileza e da pungência. Tem a marca do calendário, mas não é contabilizável. Passa, mas não passa nunca, jamais. Lembra persistentemente o leitor: “Você foi ficando vago”. E, ainda assim, o ano passado está aqui, como estamos todos, perenes e para sempre, neste livro marcante, comovente, que veio para permanecer por muitos anos no horizonte da poesia brasileira contemporânea.
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