CAOSOPEIA BRASÍLICA
- Autor(a): GETÚLIO RIBEIRO
- Editora: Independente - Getúlio Ribeiro
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ADAPTAÇÃO: GETÚLIO RIBEIRO
ANO DE EDIÇÃO: 2022
ISBN: 9786588075258
PÁGINAS: 128
ENCADERNAÇÃO: BROCHURA
FORMATO: 23 X 2
PESO: 501G
ANO DE EDIÇÃO: 2022
ISBN: 9786588075258
PÁGINAS: 128
ENCADERNAÇÃO: BROCHURA
FORMATO: 23 X 2
PESO: 501G
CAOSOPEIA BRASÍLICA (Editora Subsolo) é um trabalho híbrido que mistura narrativas em prosa com histórias em quadrinhos. Compõe-se de 3 ficções que exploram o tempo, focalizando aspectos da realidade brasileira em seu passado, presente e futuro. “A História de Joaquim Crioulo”, HQ com ilustrações de Matheus Neves, aborda um episódio controverso vivido no final do século XIX em São Pedro do Uberabinha, atual Uberlândia-MG, e que assombra a cidade até os dias de hoje. “Saci”, narrativa mais extensa do livro, é escrita em prosa com trechos de histórias em quadrinhos ilustrados por Emílio Sene. Inteiramente estruturada em montagem paralela, narra as trajetórias de dois personagens ao longo da Primeira República: Juca, escritor situado em São Paulo e alter ego de Monteiro Lobato, e Salomão, capoeirista do Rio de Janeiro, autor apenas de seu próprio diário. A terceira narrativa, o conto “Uma Última História”, visita um futuro distópico em que quatro mulheres indígenas se reúnem para contar histórias enquanto acompanham as notícias do fim do mundo em um projetor 3D. “ # SOBRE O AUTOR Historiador e escritor, Getúlio Ribeiro nasceu em Uberlândia (MG). Iniciou na escrita nos anos 90, roteirizando quadrinhos para a fundamental revista Nektar. Exerce hoje a profissão de professor no Ensino Fundamental e atua eventualmente como produtor musical. Participou de publicações como Faísca (Ed. Mafagafo) e Antologia Subsolo (Ed. Subsolo). Caosopeia Brasílica é seu primeiro livro, e também o primeiro trabalho a reunir seus contos e quadrinhos em um único projeto editorial. # APRESENTAÇÃO Há muitas tentativas de sepultar nossa memória, nossa identidade. Como se fez com o Ribeirão São Pedro, escondido abaixo do asfalto e do concreto na avenida Rondon Pacheco, na cidade mineira de Uberlândia. Mas tanto os rios como a história são revoltosos e transbordam, retornam e retornarão sempre. Revigorados e conscientes de seu caminho. Rasgando essa paisagem de viadutos e avenidas é que vemos sob uma árvore de raízes muito profundas, em uma singela encruzilhada, o encontro entre o historiador e o contador de histórias Getúlio Ribeiro, nos trazendo narrativas de um sabor tão impressionante e ao mesmo tempo tão íntimo. Os desenhos de Matheus Neves e de Emílio Sene, imensamente expressivos, têm a medida e o tempero exatos para completar a receita. E nesse ritmo de causo, sob a luz encantada de um final da tarde, percebemos a nós mesmos. E pela emoção, tanto quanto pela razão, nos sabemos juntos. Este livro é um documento. Esse documento é um trabalho de arte. Duas imagens/sentimentos me assaltam: atravessar ruas escuras do bairro junto com a avó acompanhando uma procissão, onde as velas pareciam formar uma constelação e o ensaio de uma banda de rock quando tudo era juventude, pulsão e desejo de afrontar alguma ordem. E não há entre as duas imagens contradição, mas complementariedade. Caosopeia Brasílica é um livro que lida com fronteiras geográficas e artísticas. Limites entre as linguagens dos quadrinhos e da literatura e sobretudo entre a memória e a imaginação, permeando a citação de Tolstoi, que afirma “Fale de sua aldeia e estará falando do mundo”. É preciso atravessar essas linhas, desafiá-las. E talvez só a arte possa nos orientar nesse caminho. Em suas mãos está um livro, e ao mesmo tempo um mapa. Boa viagem! Chico de Assis Pesquisador em Histórias em Quadrinhos
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