CULTURA FORA DA LEI
- Autor(a): bell hooks
- Editora: Elefante Editora
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ADAPTAÇÃO: Bell Hooks
ANO DE EDIÇÃO: 2023
ISBN: 9788593115783
PÁGINAS: 420
ENCADERNAÇÃO: BROCHURA
FORMATO: 21 X 2
PESO: 351G
ANO DE EDIÇÃO: 2023
ISBN: 9788593115783
PÁGINAS: 420
ENCADERNAÇÃO: BROCHURA
FORMATO: 21 X 2
PESO: 351G
É impossível ler bell hooks e não sair da zona de conforto. O estudo de sua obra pode acender em cada pessoa uma chama, uma disposição a correr o risco de imaginar possibilidades subjetivas e comunitárias para além do patriarcado capitalista supremacista branco, possibilidades de contato genuíno com a alteridade. Se esses sistemas interligados de opressão normatizam modos de vida automáticos e apáticos, reproduzindo lugares sociais já sedimentados, as provocações de hooks nos estimulam a assumir uma presença viva, criativa e apaixonada, almejando construir novos modelos de existência — e uma cultura fora da lei. — Terra Johari, no Prefácio à edição brasileira *** Todos os ensaios e diálogos em Cultura fora da lei: representações de resistência vêm de um engajamento empírico com práticas e ícones culturais tidos como à margem, que forçam os limites, perturbam políticas convencionais e aceitáveis de representação. Partindo do ponto de vista de que o trabalho dos críticos culturais não é apenas consolidar passivamente práticas já definidas como radicais ou transgressoras, eu rompo barreiras para ter outra perspectiva, contestar, questionar e, em alguns casos, recuperar e resgatar. Estes ensaios refletem o desejo de construir estruturas em que romper barreiras não será sugerido simplesmente como um exercício mental masturbatório, que tolera o movimento da mente intelectual insurgente por meio de novas fronteiras (outra versão do safári na selva) ou que se torna justificativa para movimentos do centro para as margens que meramente mimetizam de uma nova forma os velhos padrões do imperialismo cultural e do colonialismo. […] Uma vez que o rompimento da mentalidade colonizado/colonizador é necessário para que o ato de ultrapassar barreiras não apenas reitere padrões antigos, precisamos de estratégias para descolonização cujo objetivo seja mudar a mente e os hábitos de todas as pessoas envolvidas em crítica cultural. Nestes ensaios, chamo a atenção para classe e as inúmeras maneiras por meio das quais suas estruturas impedem pessoas sem privilégio material de acessar formas de educação para a consciência crítica, essenciais ao processo de descolonização. — bell hooks, na Introdução SOBRE A AUTORA bell hooks nasceu em 1952 em Hopkinsville, então uma pequena cidade segregada do Kentucky, no sul dos Estados Unidos, e morreu em 2021, em Berea, também no Kentucky, aos 69 anos, depois de uma prolífica carreira como professora, escritora e intelectual pública. Batizada como Gloria Jean Watkins, adotou o pseudônimo pelo qual ficou conhecida em homenagem à bisavó, Bell Blair Hooks, “uma mulher de língua afiada, que falava o que vinha à cabeça, que não tinha medo de erguer a voz”. Como estudante, passou pelas universidades de Stanford, Wisconsin e Califórnia, e lecionou nas universidades Yale, do Sul da Califórnia, Oberlin College e New School, entre outras. Em 2014, fundou o bell hooks Institute. É autora de mais de trinta obras sobre questões de raça, gênero e classe, educação, crítica cultural e amor, além de poesia e livros infantis, das quais a Elefante já publicou Olhares negros, Erguer a voz e Anseios, em 2019, Ensinando pensamento crítico, em 2020, Tudo sobre o amor e Ensinando comunidade, em 2021, e A gente é da hora, Escrever além da raça e Pertencimento, em 2022.
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