Dimensão subjetiva do racismo: psicologia social, contra-hegemonia e crítica ao eurocentrismo
- Autor(a): Márcio Faria
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AUTOR: Márcio Faria
ISBN: 9786554971010
ANO DE EDIÇÃO: 2026
PÁGINAS: 352
ENCADERNAÇÃO: BROCHURA
FORMATO: 3 X 21
PESO: 400G
ISBN: 9786554971010
ANO DE EDIÇÃO: 2026
PÁGINAS: 352
ENCADERNAÇÃO: BROCHURA
FORMATO: 3 X 21
PESO: 400G
Discutir sobre o racismo brasileiro exige força e coragem, principalmente quando o fazemos de dentro da Psicologia contra-hegemônica. Desse lugar, normalmente imagina-se uma lógica universalista que se pensa e se quer crítica, mas muitas vezes acaba por diluir os fenômenos que compõem as classes sociais em fenômenos quase metafísicos ou até estigmatiza lutas reais e fundamentais. Não é raro que isso aconteça com as discussões raciais, de gênero etc. Diante disso, pensar e discutir o racismo em sua dimensão dialética, lidando com a objetividade e subjetividade, torna-se uma tarefa hercúlea de enfrentamento e resistência. Márcio Farias encara essa luta e nos convida a trilhar esta íngreme trilha e a nos aquilombar nesta leitura que é árdua, mas que se impõe como atividade essencial em nosso momento histórico como combate ao chamado “esvaziamento de pautas”, mas sobretudo como retomada e reivindicação da complexidade e do rigor como instrumentos indispensáveis para a análise social. — Nilma Renildes da Silva, professora no departamento de psicologia na Unesp Com esta bem conseguida obra, Márcio Farias preenche uma importante lacuna na Psicologia Sócio-histórica relativa à dimensão subjetiva do racismo, desafiando o leitor da primeira à última página a entender que “raça não é um adjetivo para desigualdade. É substantivo”, articulando a centralidade da raça como um constituinte ontológico da subjetividade no Brasil. Este estudo é um marco de referência incontornável para a produção teórica futura da Psicologia social no Brasil e em outros países, principalmente do Sul Global e particularmente do continente africano, devido a sua contribuição na teorização do impacto da escravatura, da instrumentalização da raça e dos ecos traumáticos da ferida colonial na manutenção da sociedade capitalista, evidenciando que a hegemonia de teorias eurocêntricas que historicamente ignoraram as vivências singulares da população negra são dispositivos que sustentam a hegemonia da branquitude e a exclusão dos saberes do Sul Global. — Boia Efraime Júnior, psicólogo, psicanalista e professor em universidades de Moçambique
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