ESBOÇO DE MINHA VIDA POLÍTICA
- Autor(a): Wencelau Braz
- Editora: Chão Editora
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AUTOR: Wencelau Braz
ISBN: 9786580341467
ANO DE EDIÇÃO: 2026
ENCADERNAÇÃO: BROCHURA
FORMATO: 21 X 1.5
PESO: 246G
ISBN: 9786580341467
ANO DE EDIÇÃO: 2026
ENCADERNAÇÃO: BROCHURA
FORMATO: 21 X 1.5
PESO: 246G
A família de Wenceslau Braz, que governou o país entre 1914 e 1918, sempre soube que ele deixara um manuscrito narrando diversas passagens de sua vida pública. Provavelmente iniciadas e concluídas na década de 1940, essas memórias, inéditas até agora, estão contidas em um caderno de capa dura e foram escritas, em grande parte, na Vila Maria, situada em Minas Gerais, na serra da Mantiqueira, onde Wenceslau mantinha uma casa de campo em área de sua antiga Fazenda Três Barras.
O texto começa com estas palavras: “Quero aqui lançar um rápido esboço de minha vida política, bem como alguns episódios, que julgo interessantes, para conhecimento de meus descendentes. Só para esse efeito, nada mais”.
Em sua narrativa, Wenceslau eclipsa muitas das grandes questões históricas e disputas políticas do período, mas descreve, certamente sem se dar conta, o passo a passo da política de compadrio, favorecimento e concentração de poder que marcou todo o período da Primeira República. Por outro lado, sua prosa discreta deixa entrever o caráter “surpreendentemente moderno” (expressão de Carlos Guilherme Mota) de sua visão social cristã, que atinava para “a veemente aspiração da população operária para um maior bem-estar, aspiração que concorda com a orientação dos dirigentes de todos os países cultos, voltados para a solidariedade humana”.
O tom dessas memórias — fragmentadas, claramente interrompidas e retomadas ao longo dos anos — não é nem o vingativo nem o de prestação de contas. O narrador não quer desenhar ou redesenhar sua figura para a História. Não há motivos para crer que ele tenha arquitetado a publicação póstuma desses escritos. As páginas são dedicadas e destinadas à sua família, aos que vieram depois dele. Nelas, percebemos um tocante desejo de confissão. Um desejo de ser entendido, amado ou perdoado pelos seus. Esse estado confessional diz muito sobre o que não sabíamos de Wenceslau Braz.
O texto começa com estas palavras: “Quero aqui lançar um rápido esboço de minha vida política, bem como alguns episódios, que julgo interessantes, para conhecimento de meus descendentes. Só para esse efeito, nada mais”.
Em sua narrativa, Wenceslau eclipsa muitas das grandes questões históricas e disputas políticas do período, mas descreve, certamente sem se dar conta, o passo a passo da política de compadrio, favorecimento e concentração de poder que marcou todo o período da Primeira República. Por outro lado, sua prosa discreta deixa entrever o caráter “surpreendentemente moderno” (expressão de Carlos Guilherme Mota) de sua visão social cristã, que atinava para “a veemente aspiração da população operária para um maior bem-estar, aspiração que concorda com a orientação dos dirigentes de todos os países cultos, voltados para a solidariedade humana”.
O tom dessas memórias — fragmentadas, claramente interrompidas e retomadas ao longo dos anos — não é nem o vingativo nem o de prestação de contas. O narrador não quer desenhar ou redesenhar sua figura para a História. Não há motivos para crer que ele tenha arquitetado a publicação póstuma desses escritos. As páginas são dedicadas e destinadas à sua família, aos que vieram depois dele. Nelas, percebemos um tocante desejo de confissão. Um desejo de ser entendido, amado ou perdoado pelos seus. Esse estado confessional diz muito sobre o que não sabíamos de Wenceslau Braz.
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