ESPÁDUAS
- Autor(a): ROLLO DE RESENDE
- Editora: TELARANHA
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ISBN: 9786599717246
ANO DE EDIÇÃO: 2023
PÁGINAS: 224
ENCADERNAÇÃO: BROCHURA
FORMATO: 21 X 1.5
PESO: 300G
ANO DE EDIÇÃO: 2023
PÁGINAS: 224
ENCADERNAÇÃO: BROCHURA
FORMATO: 21 X 1.5
PESO: 300G
A antologia Espáduas reúne, pela primeira vez, a produção poética do paranaense Rollo de Resende (1965-1995) em um único volume.
Autointitulando-se um artista elástico, Rollo de Resende encarava a própria vida como um ato poético. Sua abertura para o mundo manifesta-se em seus poemas, que se estruturam como pequenas montagens de frases, palavras, imagens e melodias retiradas da fala de um amigo, de uma antiga canção de rádio ou do livro de cabeceira.
Como as falsas ikebanas – cartões com colagens produzidas a partir de materiais diversos – que vendia na tradicional Feira do Largo da Ordem, em Curitiba, seus poemas são meticulosamente construídos. Esse cuidado de artesão é perceptível pela insistência em experimentar várias vezes um mesmo poema, reverter a estrutura dos versos ou mudar uma única palavra em busca da melhor configuração.
Construir uma poesia de abertura é sempre um risco, porque o corpo toca o mundo tanto pela pele quanto pela ferida. Rollo assumiu esse risco por entender o valor que reside nas coisas destituídas de carinho, nos rituais cotidianos, nos segredos próprios e do mundo.
Toda sua poética, na realidade, parece orientada a esse movimento: transformar o corpo em um corpo de pássaro – ágil, atento, perceptivo, aventureiro, mas também perigosamente exposto ao mundo. Nesse percurso, ele toca as espáduas do leitor e chama-as de asas.
Autointitulando-se um artista elástico, Rollo de Resende encarava a própria vida como um ato poético. Sua abertura para o mundo manifesta-se em seus poemas, que se estruturam como pequenas montagens de frases, palavras, imagens e melodias retiradas da fala de um amigo, de uma antiga canção de rádio ou do livro de cabeceira.
Como as falsas ikebanas – cartões com colagens produzidas a partir de materiais diversos – que vendia na tradicional Feira do Largo da Ordem, em Curitiba, seus poemas são meticulosamente construídos. Esse cuidado de artesão é perceptível pela insistência em experimentar várias vezes um mesmo poema, reverter a estrutura dos versos ou mudar uma única palavra em busca da melhor configuração.
Construir uma poesia de abertura é sempre um risco, porque o corpo toca o mundo tanto pela pele quanto pela ferida. Rollo assumiu esse risco por entender o valor que reside nas coisas destituídas de carinho, nos rituais cotidianos, nos segredos próprios e do mundo.
Toda sua poética, na realidade, parece orientada a esse movimento: transformar o corpo em um corpo de pássaro – ágil, atento, perceptivo, aventureiro, mas também perigosamente exposto ao mundo. Nesse percurso, ele toca as espáduas do leitor e chama-as de asas.
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