FUTEBOL À ESQUERDA
- Autor(a): Quique Peinado, Carlos Tranjan, Luis Reyes Gil e Celso Unzelte
- Editora: Mundaréu
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AUTOR: Quique Peinado
TRADUÇÃO: Carlos Tranjan / Luis Reyes Rodrigues
ANO DE EDIÇÃO: 2024
ISBN: 9786587955216
PÁGINAS: 416
ENCADERNAÇÃO: BROCHURA
FORMATO: 14 X 21
PESO: 450G
TRADUÇÃO: Carlos Tranjan / Luis Reyes Rodrigues
ANO DE EDIÇÃO: 2024
ISBN: 9786587955216
PÁGINAS: 416
ENCADERNAÇÃO: BROCHURA
FORMATO: 14 X 21
PESO: 450G
Enquanto a classe futebolística se cala diante da neoliberalização do futebol contemporâneo, o passado nos mostra exemplos de jogadores bem posicionados dentro e fora dos gramados. Da Democracia Corinthiana de Sócrates ao nacionalismo catalão de Oleguer Presas, passando pelo artilheiro comunista do Livorno, Cristiano Lucarelli, o antirracismo de Lilian Thuram e tantos outros craques da bola e da palavra, Futebol à esquerda narra histórias de pequenos e grandes heróis que não se limitaram às quatro linhas, de pessoas apaixonadas pelo futebol e pela política.Milly Lacombe, no posfácio deste livro, é precisa ao destacar que “futebol e política não podem ser separados: são parte integrante de uma mesma substância, estão articulados de forma irremediável, nasceram em simbiose e assim seguirão”. A final do Mundial de Clubes de 2023, entre Manchester City e Fluminense, é exemplo disso. Estava em campo, na disputa pelo título, mais do que um desejo pela vitória, duas propostas antagônicas de existência do futebol contemporâneo e, portanto, de vida. Do lado europeu, um clube que representa, enquanto organização, “um dos pilares do mundo capitalista que vem destruindo a possibilidade de vida decente no planeta”. Na outra metade do campo, uma equipe rebelde ao controle rígido dos modelos europeus sob a batuta de Fernando Diniz, que antes da partida começar incentivava seus jogadores no vestiário: “É abraçar essa chance. É pro mundo inteiro. É a reabilitação da favela do Brasil. Da pobreza do Brasil. [É contra] O racismo que tem no Brasil. [É contra] A exclusão social.”Em tempos de jogadores midiáticos apoiando a reeleição de políticos de extrema direita e fazendo vista grossa diante de casos de abuso sexual perpetrados por parceiros seus, de torcedores sendo convertidos em sócios-torcedores, de ingressos caros, de estádios para arenas com nomes de empresas, talvez seja o momento de olhar para trás, recuar a bola para então avançar pela ponta esquerda em direção ao gol que irrompe o grito contido das massas.
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