GENTE RICA
- Autor(a): José Agudo
- Editora: Chão Editora
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AUTOR: JOSÉ AGUDO
ANO DE EDIÇÃO: 2021
ISBN: 9786599012266
PÁGINAS: 200
ENCADERNAÇÃO: BROCHURA
FORMATO: 15 X 21
PESO: 330G
ANO DE EDIÇÃO: 2021
ISBN: 9786599012266
PÁGINAS: 200
ENCADERNAÇÃO: BROCHURA
FORMATO: 15 X 21
PESO: 330G
Publicado em 1912, este pequeno romance, ou crônica longa, é uma sátira impiedosa à elite paulistana do período. Contundente e corrosivo, “Gente rica: cenas da vida paulistana” é um dos mais expressivos exemplos da literatura belle époque de São Paulo.Dividido em cenas, o romance é protagonizado pelos amigos Leivas Gomes e Juvenal Leme, figuras caricaturais que representam o estilo de vida dos poderosos. Empreendedor típico, Leivas enriqueceu graças à inteligência e ao oportunismo. Já Juvenal é paulista da gema, vive confortavelmente de rendas e descende de famílias de bandeirantes e militares. Alter ego do autor e hábil conversador, não perde oportunidade de disparar tiradas irônicas e extravagantes.O cenário é uma São Paulo que rapidamente se moderniza, um Brasil em transformação, com o início do declínio da República Velha. Nossos heróis circulam pelo centro da cidade, mais especificamente pelo chamado Triângulo, ao lado de jovens janotas, fazendeiros de café, advogados, médicos, poe se moderniza, um Brasil em transformação, com o início do declínio da República Velha. Nossos heróis circulam pelo centro da cidade, mais especificamente pelo chamado Triângulo, ao lado de jovens janotas, fazendeiros de café, advogados, médicos, políticos e estudantes de direito: vão ao cinema, frequentam a Casa Garraux, as rotisseries Sportsman e Castelões, o Teatro Santana. Tomam café e confabulam no Guarany, avistam o Theatro Municipal recém-inaugurado e o viaduto Santa Ifigênia em construção.Retrato de época vivaz e arrasador, escrito em linguagem ágil, “Gente rica: cenas da vida paulistana” é uma das muitas manifestações do pré-modernismo que, de acordo com a crítica literária Walnice Nogueira Galvão, ficaram um tanto ofuscadas pelo fulgor da Semana de Arte Moderna de 1922. São, porém, obras estimulantes com o poder de divertir e fazer pensar o leitor contemporâneo.
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