MÚSICA DE CÂMARA
- Autor(a): James Joyce
- Editora: Iluminuras
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AUTOR: James Joyce
TRADUÇÃO: ALÍPIO CORRÊA DE FRANÇA NETO
ANO DE EDIÇÃO: 2000
ISBN: 9788573210873
PÁGINAS: 160
ENCADERNAÇÃO: BROCHURA
FORMATO: 14 X 21
PESO: 307G
TRADUÇÃO: ALÍPIO CORRÊA DE FRANÇA NETO
ANO DE EDIÇÃO: 2000
ISBN: 9788573210873
PÁGINAS: 160
ENCADERNAÇÃO: BROCHURA
FORMATO: 14 X 21
PESO: 307G
´Há quem não alinhe o Joyce poeta com os expoentes da poesia deste século, mas a ele é impensável negar valor ou nicho. Ezra Pound detectou qualidades do imagista, antes do imagismo, no poema que fecha esta coletânea. Mesmo em surdina, o gênio de James Joyce faz do som imagem.´José Antonio Arantesm geral tudo o que se refere a Joyce é dúbio, mas, ao menos quanto ao título, a última palavra talvez seja de Stanislaus, a quem Joyce, afinal, confiou a organização do livro. Quanto à obra, o leitor não tem o que temer. Primeiro livro publicado do "terrível" Joyce, Música de Câmara (Londres, 1907) consiste em 36 poemas líricos, escritos entre 1901 e 1904. Raras vezes irônicos, falam da arte da poesia, de amor e traição, amor e solidão, e, como diz Drummond de Andrade, da “falta que ama’. Os poemas requerem do leitor apenas uma visão em perspectiva para absorver a imitação, ainda que personalíssima, da forma poética predominante, a elisabetana. E requerem, claro, ouvido (Stanislaus não erraria), porque são sonoros, cantáveis: Joyce desejou que fossem musicados. O desejo foi e continua sendo realizado até hoje, embora quase nunca escutado. Entre 1909 e início dos anos 1920, por exemplo, o inglês Geoffrey Molyneaux Palmer musicou 32 deles, e, entre cerca de 140 compositores, o falecido e irrefreável joyciano Anthony Burgess se dedicou à tarefa.Há quem não alinhe o Joyce poeta com os expoentes da poesia deste século, mas a ele é impensável negar valor ou nicho, Ezra Pound detectou qualidades do imagista, antes do imagismo, no poema que fecha esta coletânea. Mesmo em surdina, o gênio de Joyce faz do som imagem.José Antonio Arantes
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