O CÃO MENTECAPTO
- Autor(a): OTAVIO LINHARES
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AUTOR: OTAVIO LINHARES
ISBN: 9786556812151
ANO DE EDIÇÃO: 2026
ENCADERNAÇÃO: BROCHURA
FORMATO: 21 X 0.67
PESO: 282G
ISBN: 9786556812151
ANO DE EDIÇÃO: 2026
ENCADERNAÇÃO: BROCHURA
FORMATO: 21 X 0.67
PESO: 282G
O cão mentecapto, edição revisada e ampliada, acompanha o cotidiano cru, violento e irônico de crianças e adolescentes da cidade de Curitiba nos anos 80/90. A obra expõe as desilusões, o bullying e a perda da inocência de jovens imersos em estruturas familiares falidas e ambientes urbanos hostis. O livro retrata pequenas contravenções, assaltos cotidianos, a descoberta da sexualidade e o descaso social sob a lógica particular da infância e juventude.
O livro se destaca por sua estética áspera e ritmo acelerado, com uma narrativa pulsante que dispensa o uso formal de vírgulas e letras maiúsculas. Uma escolha técnica que cria um fluxo de consciência frenético, simulando a pressa, a confusão e a fúria típicas da adolescência. O vocabulário é fortemente amparado no dialeto e em gírias de Curitiba, dando autenticidade geográfica e social aos contos.
O cão foge inteiramente do clichê da infância idílica. A nostalgia, quando aparece, é evocada de maneira crua e realista, onde o leitor pode testemunhar situações vulgares e trágicas como o furto de pequenos objetos em lojas de departamento; o impacto psicológico de sofrer assaltos e violências de todos os tipos de pessoas mais velhas, inclusive da própria polícia; a busca por identidade em meio a lares desajustados dominados por pais ausentes ou alcoolismo.
A grande força do livro está em não julgar suas figuras. Os adolescentes e seus familiares não são desenhados como vilões ou vítimas puras, mas como indivíduos que pedem socorro de maneira errática. O livro é um retrato seco sobre a busca por lógica em um mundo adulto caótico e violento, sem lógica alguma.
O livro se destaca por sua estética áspera e ritmo acelerado, com uma narrativa pulsante que dispensa o uso formal de vírgulas e letras maiúsculas. Uma escolha técnica que cria um fluxo de consciência frenético, simulando a pressa, a confusão e a fúria típicas da adolescência. O vocabulário é fortemente amparado no dialeto e em gírias de Curitiba, dando autenticidade geográfica e social aos contos.
O cão foge inteiramente do clichê da infância idílica. A nostalgia, quando aparece, é evocada de maneira crua e realista, onde o leitor pode testemunhar situações vulgares e trágicas como o furto de pequenos objetos em lojas de departamento; o impacto psicológico de sofrer assaltos e violências de todos os tipos de pessoas mais velhas, inclusive da própria polícia; a busca por identidade em meio a lares desajustados dominados por pais ausentes ou alcoolismo.
A grande força do livro está em não julgar suas figuras. Os adolescentes e seus familiares não são desenhados como vilões ou vítimas puras, mas como indivíduos que pedem socorro de maneira errática. O livro é um retrato seco sobre a busca por lógica em um mundo adulto caótico e violento, sem lógica alguma.
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