O FEITIÇO DO FIO
- Autor(a): Glicéria Tupinambá
- Editora: Zahar
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AUTOR: Glicéria Tupinambá
ISBN: 9786559793044
ANO DE EDIÇÃO: 2026
PÁGINAS: 128
ENCADERNAÇÃO: BROCHURA
FORMATO: 21 X 1.1
PESO: 191G
ISBN: 9786559793044
ANO DE EDIÇÃO: 2026
PÁGINAS: 128
ENCADERNAÇÃO: BROCHURA
FORMATO: 21 X 1.1
PESO: 191G
A fascinante jornada de pesquisa e criação de uma das maiores artistas, líderes e pesquisadoras indígenas contemporâneas.
Primeira mulher a confeccionar um Manto Tupinambá em mais de quatrocentos anos, Glicéria Tupinambá foi uma das grandes responsáveis pela repatriação de um dos mantos, então na Europa, ao Museu Nacional em 2024, um marco histórico no processo de retomada de artefatos indígenas. Nos séculos XVI e XVII, os Tupinambá constituíram a primeira grande cultura de arte plumária das Américas. Valorizados naquele período em usos ritualísticos, decorativos e simbólicos, esses artefatos emplumados feitos pelas mãos das mulheres foram considerados extintos ou irrecuperáveis após a violência da colonização. Ao narrar o encontro com mantos preservados em museus na Europa e, ao mesmo tempo, o resgate das técnicas de sua feitura no território de origem – a Serra do Padeiro, no sul da Bahia –, Glicéria Tupinambá, em O feitiço do fio , apresenta o manto não como objeto, mas como entidades vivas, dotadas de memória, espiritualidade e agência. Para seguir os rastros desses mantos, Glicéria articula documentos, imagens, relatos de campo e uma escuta sensível. Nesta obra as mulheres tupinambás aparecem como guardiãs históricas dos mantos e dos saberes que eles carregam. São também elas as responsáveis pela diplomacia e pela continuidade da vida comunitária.
Assim, mais do que uma investigação histórica, este é um livro sobre encantamento, presença e retorno: sobre aquilo que resiste ao tempo, se protege como feitiço e permanece à espera de ser reconhecido.
Primeira mulher a confeccionar um Manto Tupinambá em mais de quatrocentos anos, Glicéria Tupinambá foi uma das grandes responsáveis pela repatriação de um dos mantos, então na Europa, ao Museu Nacional em 2024, um marco histórico no processo de retomada de artefatos indígenas. Nos séculos XVI e XVII, os Tupinambá constituíram a primeira grande cultura de arte plumária das Américas. Valorizados naquele período em usos ritualísticos, decorativos e simbólicos, esses artefatos emplumados feitos pelas mãos das mulheres foram considerados extintos ou irrecuperáveis após a violência da colonização. Ao narrar o encontro com mantos preservados em museus na Europa e, ao mesmo tempo, o resgate das técnicas de sua feitura no território de origem – a Serra do Padeiro, no sul da Bahia –, Glicéria Tupinambá, em O feitiço do fio , apresenta o manto não como objeto, mas como entidades vivas, dotadas de memória, espiritualidade e agência. Para seguir os rastros desses mantos, Glicéria articula documentos, imagens, relatos de campo e uma escuta sensível. Nesta obra as mulheres tupinambás aparecem como guardiãs históricas dos mantos e dos saberes que eles carregam. São também elas as responsáveis pela diplomacia e pela continuidade da vida comunitária.
Assim, mais do que uma investigação histórica, este é um livro sobre encantamento, presença e retorno: sobre aquilo que resiste ao tempo, se protege como feitiço e permanece à espera de ser reconhecido.
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