O leitor de Gramsci
- Autor(a): ANTONIO GRAMSCI
- Editora: Civilização Brasileira
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AUTOR: CARLOS NELSON COUTINHO
ISBN: 9786558020370
ANO DE EDIÇÃO: 2022
PÁGINAS: 376
ENCADERNAÇÃO: BROCHURA
FORMATO: 22.5 X 1.8
PESO: 510G
ISBN: 9786558020370
ANO DE EDIÇÃO: 2022
PÁGINAS: 376
ENCADERNAÇÃO: BROCHURA
FORMATO: 22.5 X 1.8
PESO: 510G
"Antologia da obra de Gramsci comentada pelo seu grande intérprete, Carlos Nelson Couinho O leitor de Gramsci, antologia organizada por Carlos Nelson Coutinho – um dos mais importantes intelectuais gramscianos do mundo –, foi concebida com o objetivo de facilitar a primeira aproximação de leitores e leitoras com a obra de Antonio Gramsci.
O livro está dividido em duas partes. Na primeira, estão contidos alguns dos textos mais significativos das principais etapas do pensamento de Gramsci antes de sua prisão. Na segunda, encontra-se uma seleção de notas contidas nos famosos Cadernos do cárcere, que constituem o momento mais maduro da contribuição de Gramsci à evolução da teoria social. Enquanto na primeira parte os textos são apresentados em ordem cronológica, na segunda se agrupam por temas, mais ou menos como sugerido pelo próprio Gramsci em seus “cadernos especiais”.
O marxista italiano Antonio Gramsci é um dos intelectuais estrangeiros mais influentes no atual pensamento social brasileiro. Desde final dos anos 1960, quando sua obra começou a ser publicada no Brasil, vem atraindo a atenção não só de acadêmicos situados no amplo espectro das ciências sociais (da filosofia à pedagogia, da sociologia à crítica literária, da teoria política ao serviço social), mas também de ativistas e de pesquisadores interessados nas questões da política e da cultura. Essa marcante presença no Brasil tem a ver, em grande parte, com a possibilidade, em muitos casos já concretizada, de que os principais conceitos gramscianos — como Estado ampliado, sociedade civil, hegemonia, guerra de posição, revolução passiva, nacional-popular etc. — ajudem a compreender importantes características da história e da sociedade brasileiras.
Em vida, Gramsci jamais publicou um livro. Antes de ser preso pelo fascismo, em 1926, já havia escrito inúmeros artigos dispersos em jornais socialistas e comunistas, em sua maioria não assinados ou assinados com pseudônimos. Depois de preso, além de numerosas cartas dirigidas a familiares, Gramsci redigiu cerca de 2.
500 páginas dedicadas a variados temas, reunidas em 29 cadernos escolares. A partir de certo momento, tentou agrupar, no que chamou de “cadernos especiais”, as notas dedicadas a um mesmo tema (filosofia, intelectuais, educação, política, literatura etc.), mas esse trabalho ficou incompleto. Por isso, a impressão que fica em quem inicia o estudo de sua obra — toda ela publicada postumamente — é a de uma coleção de fragmentos, da qual só com alguma
O livro está dividido em duas partes. Na primeira, estão contidos alguns dos textos mais significativos das principais etapas do pensamento de Gramsci antes de sua prisão. Na segunda, encontra-se uma seleção de notas contidas nos famosos Cadernos do cárcere, que constituem o momento mais maduro da contribuição de Gramsci à evolução da teoria social. Enquanto na primeira parte os textos são apresentados em ordem cronológica, na segunda se agrupam por temas, mais ou menos como sugerido pelo próprio Gramsci em seus “cadernos especiais”.
O marxista italiano Antonio Gramsci é um dos intelectuais estrangeiros mais influentes no atual pensamento social brasileiro. Desde final dos anos 1960, quando sua obra começou a ser publicada no Brasil, vem atraindo a atenção não só de acadêmicos situados no amplo espectro das ciências sociais (da filosofia à pedagogia, da sociologia à crítica literária, da teoria política ao serviço social), mas também de ativistas e de pesquisadores interessados nas questões da política e da cultura. Essa marcante presença no Brasil tem a ver, em grande parte, com a possibilidade, em muitos casos já concretizada, de que os principais conceitos gramscianos — como Estado ampliado, sociedade civil, hegemonia, guerra de posição, revolução passiva, nacional-popular etc. — ajudem a compreender importantes características da história e da sociedade brasileiras.
Em vida, Gramsci jamais publicou um livro. Antes de ser preso pelo fascismo, em 1926, já havia escrito inúmeros artigos dispersos em jornais socialistas e comunistas, em sua maioria não assinados ou assinados com pseudônimos. Depois de preso, além de numerosas cartas dirigidas a familiares, Gramsci redigiu cerca de 2.
500 páginas dedicadas a variados temas, reunidas em 29 cadernos escolares. A partir de certo momento, tentou agrupar, no que chamou de “cadernos especiais”, as notas dedicadas a um mesmo tema (filosofia, intelectuais, educação, política, literatura etc.), mas esse trabalho ficou incompleto. Por isso, a impressão que fica em quem inicia o estudo de sua obra — toda ela publicada postumamente — é a de uma coleção de fragmentos, da qual só com alguma
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