O NOVO CONSERVADORISMO BRASILEIRO
- Autor(a): Marina Basso Lacerda
- Editora: Zouk
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AUTOR: MARINA BASSO LACERDA
ANO DE EDIÇÃO: 2019
ISBN: 9788580490794
PÁGINAS: 304
ENCADERNAÇÃO: BROCHURA
FORMATO: 16 X 23
PESO: 400G
ANO DE EDIÇÃO: 2019
ISBN: 9788580490794
PÁGINAS: 304
ENCADERNAÇÃO: BROCHURA
FORMATO: 16 X 23
PESO: 400G
Este livro trata do paralelo entre a ascensão do neoconservadorismo nos Estados Unidos no fim da década de 1970 e o surgimento do novo conservadorismo no Brasil a partir de meados de 2015 – que culmina com a eleição de Jair Bolsonaro à Presidência da República. Neoconservadorismo ou nova direita se refere originalmente à coalizão contrária às políticas de bem-estar social e ao avanço de feministas e de LGBTs, que reuniu parcela majoritária do evangelismo, elementos da direita secular do Partido Republicano e intelectuais para a eleição de Ronald Reagan em 1980. O neoconservadorismo – fundado na tríade militarismo, absolutismo do livre mercado e família tradicional – forneceu o berço ideológico que viabilizou o neoliberalismo no mundo, no laboratório chileno de Pinochet, com os Chicago boys. A retomada da ortodoxia econômica entre nós é possibilitada com o resgate do mesmo ideário, expresso no combate à “ideologia de gênero”, na Escola Sem Partido, no Estatuto da Família, no fim do Estacom George W. Bush e com Donald Trump. No Brasil, o neoconservadorismo foi resgatado e expresso no combate à “ideologia de gênero”, nos projetos Escola Sem Partido e Estatuto da Família, na defesa do armamento, no estabelecimento de teto de gastos públicos, na proposta de mudança da embaixada do Brasil em Israel para Jerusalém, na crítica ao “marxismo cultural globalista” e mesmo em tratar o Covid-19 como um “comunavírus”. Os temas, que aparentemente não se comunicam, são costurados pelo ideário que alia sionismo, militarismo, absolutismo do livre mercado e valores da direita cristã, baseado no princípio de que é a família – e não o Estado – que deve dar resposta aos problemas sociais. Nos Estados Unidos e no Brasil, o movimento, que se inicia na defesa de um imaginário bélico, de valores tradicionais e contra o comunismo, desaguou em um projeto autoritário, que contesta princípios básicos da democracia.
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