O PARTIDO DE KAFKA
- Autor(a): Marcello Tarì
- Editora: sobinfluencia edições
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AUTOR: Tarì, Marcello
ISBN: 9786584744165
ANO DE EDIÇÃO: 2022
PÁGINAS: 110
ENCADERNAÇÃO: BROCHURA
FORMATO: 16.5 X 1
PESO: 300G
ISBN: 9786584744165
ANO DE EDIÇÃO: 2022
PÁGINAS: 110
ENCADERNAÇÃO: BROCHURA
FORMATO: 16.5 X 1
PESO: 300G
Em O partido de Kafka, Marcello Tarì nos diz que Kafka é um dos grandes comunistas de todos os tempos. Sem dúvida, está correto. Mas o autor de obras como “O Processo”, “A Metamorfose”, etc., é, também, um dos mais importantes pensadores da an-arquia, já que identifica o vazio da máquina do poder e denuncia a sua principal estratégia, calcada em leis que, criadas para separar o povo e a classe proprietária, compõem uma dimensão hierárquica e violenta da sociedade.
A análise de Tarì busca conectar as linhas de fuga que, presentes de maneira fugidia na obra de Kafka, tornam possível desvelar o segredo do poder e assim desativá-lo, tornando inoperante a vigência sem significado que hoje nos subjetiva mediante uma série de afetos tristes, tais como o medo, a indiferença e a servidão voluntária.
Para tanto, é preciso tramar e conspirar para a construção de um partido de Kafka que, invisível e imaginário, aposta nas potências do comum, do corpo e das singularidades, configurando uma rede mutante e em expansão capaz de antagonizar o direito, o Estado, o capital e – por que não? – os microfascismos que se infiltram em nossos gestos mais insuspeitos.
Seguindo o fio da argumentação de Tarì, percebemos então que, longe de ser apenas um discreto escritor judeu do século passado, Kafka se configura como uma máquina de guerra voltada para a implosão do sujeito, da representação e do poder separado, conformando, ao seu modo quase cabalístico, uma forma-de-vida capaz de transmutar os portões da lei naquela pequena porta pela qual pode entrar o Messias, esse outro nome da revolução.
A análise de Tarì busca conectar as linhas de fuga que, presentes de maneira fugidia na obra de Kafka, tornam possível desvelar o segredo do poder e assim desativá-lo, tornando inoperante a vigência sem significado que hoje nos subjetiva mediante uma série de afetos tristes, tais como o medo, a indiferença e a servidão voluntária.
Para tanto, é preciso tramar e conspirar para a construção de um partido de Kafka que, invisível e imaginário, aposta nas potências do comum, do corpo e das singularidades, configurando uma rede mutante e em expansão capaz de antagonizar o direito, o Estado, o capital e – por que não? – os microfascismos que se infiltram em nossos gestos mais insuspeitos.
Seguindo o fio da argumentação de Tarì, percebemos então que, longe de ser apenas um discreto escritor judeu do século passado, Kafka se configura como uma máquina de guerra voltada para a implosão do sujeito, da representação e do poder separado, conformando, ao seu modo quase cabalístico, uma forma-de-vida capaz de transmutar os portões da lei naquela pequena porta pela qual pode entrar o Messias, esse outro nome da revolução.
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