Panapaná
- Autor(a): Guilherme Gontijo Flores
- Editora: Ars et Vita
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AUTOR: GUILHERME GONTIJO FLORES
ISBN: 9788566122305
ANO DE EDIÇÃO: 2025
PÁGINAS: 96
ENCADERNAÇÃO: BROCHURA
FORMATO: 0.5 X 22
PESO: 150G
ISBN: 9788566122305
ANO DE EDIÇÃO: 2025
PÁGINAS: 96
ENCADERNAÇÃO: BROCHURA
FORMATO: 0.5 X 22
PESO: 150G
Panapaná é o décimo livro de poemas de Guilherme Gontijo Flores. Trata-se de uma obra contínua dividida em três partes seriais. Na primeira, “Muxima (Travellings)”, encontramos poemas de amor em versos longos e sonoros, que buscam construir cenas da vida de um par ao longo de vários anos, com afetos diversos que vão se transmutando em encontros, desencontros, desejos, partilhas e hesitações. Na segunda, “Monami (Partitas)”, o poeta desenvolve uma espécie de carta do Antropoceno para as crianças que ainda viverão os efeitos climáticos hoje apenas anunciados, numa vertigem de imagens, ritmos e sons que produzem uma verdadeira catábase afetiva. Por fim, na terceira série, “Araguyje ñemokandire (Primavera, ainda)”, depois dos amores e da devastação, podemos encontrar uma celebração primaveril da vida, mesmo diante do colapso anunciado. Como um todo, o Panapaná aposta na poesia para produzir uma comunidade de afetos diante da devastação em curso no presente; faz o mergulho nos amores, na terra e na dor para dali tentar emergir com uma pequena oferenda. “Há muito tempo não leio uma coisa tão magistral.” Paulo Henriques Britto “Guilherme Gontijo Flores já era, antes deste Panapaná, uma das vozes mais destacadas da poesia de língua portuguesa. Aqui, contudo, dá um passo gigantesco, um salto, e se transforma, mal passado dos quarenta anos, naquele velho de barbas de molho agrisalhadas, capaz de usar tudo que sabe e sempre soube de poesia para nos mostrar uma vez mais a realidade de que tentamos fugir, declarada ou tacitamente. Aqui ele nos dá seu grande livro, grandioso, ponto alto.” Caetano W. Galindo “Da ruína, e daquilo que a terra já calcinou, vem o líquen dos poemas que Guilherme Gontijo Flores compôs para esse Panapaná. Uma substância que pelas veias do poema vai dar de comer-viver à incessante carne da “Primavera”. Primavera que não apenas encerra e faz ressurgir o livro, mas que também parece marcar uma diferente deriva desse que é um dos grandes poetas surgidos no primeiro quarto de século da nossa cena.” Cristiano de Sales
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