Pequenas glórias
- Autor(a): Mary Oliver
- Editora: Círculo de poemas
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AUTOR: Mary Oliver
ISBN: 9786561391207
ANO DE EDIÇÃO: 2026
ENCADERNAÇÃO: BROCHURA
FORMATO: 20 X 1
PESO: 331G
ISBN: 9786561391207
ANO DE EDIÇÃO: 2026
ENCADERNAÇÃO: BROCHURA
FORMATO: 20 X 1
PESO: 331G
Caminhar, sentir, observar, meditar, anotar: esses talvez sejam os verbos que definem a obra de Mary Oliver (1935-2019). No ambiente disputado da poesia estadunidense das últimas décadas, sua lírica forte e clara, talhada no convívio intenso com a natureza nos arredores de sua casa, conseguiu ocupar um lugar de raro destaque, fazendo dela uma das escritoras mais premiadas e de maior popularidade de seu país.
Em sua vasta obra, o encantamento com todas as formas de vida encontradas no caminho — flores, pássaros, frutos, gatos, cachorros, pedras, os traços de cada estação — cria uma atmosfera em que o sujeito desaparece, quase em silêncio, para que o mundo fale e brilhe. Ao mesmo tempo, é admirável a densidade dessa experiência individual e, muitas vezes, solitária (a poeta adorava fazer longas caminhadas sozinha). E isso a aproxima de outros grandes poetas que se deixaram fundir à paisagem, como uma “vírgula” entre outras na vastidão do existente, desde os mestres japoneses do haikai até seu compatriota Walt Whitman ou o brasileiro Leonardo Fróes. Em tradução da poeta portuguesa Patrícia Lino, professora na Universidade da Califórnia (UCLA), Pequenas glórias reúne três livros de Mary Oliver: A folha e a nuvem (2000), O que sabemos (2002) e Vida longa (2004). Como afirma Natalie Diaz no prefácio, esses volumes formam uma “trindade” na obra madura da poeta. A mescla de versos, poemas em prosa e ensaios também faz jus à forma como a poesia e o pensamento de Oliver se desenvolveram durante toda a sua vida. Bem mais do que se importar com as fronteiras entre gêneros, sua atenção esteve sempre devotada a questionar o que estamos fazendo aqui, com os dois pés bem firmes sobre este planeta redondo.
Em sua vasta obra, o encantamento com todas as formas de vida encontradas no caminho — flores, pássaros, frutos, gatos, cachorros, pedras, os traços de cada estação — cria uma atmosfera em que o sujeito desaparece, quase em silêncio, para que o mundo fale e brilhe. Ao mesmo tempo, é admirável a densidade dessa experiência individual e, muitas vezes, solitária (a poeta adorava fazer longas caminhadas sozinha). E isso a aproxima de outros grandes poetas que se deixaram fundir à paisagem, como uma “vírgula” entre outras na vastidão do existente, desde os mestres japoneses do haikai até seu compatriota Walt Whitman ou o brasileiro Leonardo Fróes. Em tradução da poeta portuguesa Patrícia Lino, professora na Universidade da Califórnia (UCLA), Pequenas glórias reúne três livros de Mary Oliver: A folha e a nuvem (2000), O que sabemos (2002) e Vida longa (2004). Como afirma Natalie Diaz no prefácio, esses volumes formam uma “trindade” na obra madura da poeta. A mescla de versos, poemas em prosa e ensaios também faz jus à forma como a poesia e o pensamento de Oliver se desenvolveram durante toda a sua vida. Bem mais do que se importar com as fronteiras entre gêneros, sua atenção esteve sempre devotada a questionar o que estamos fazendo aqui, com os dois pés bem firmes sobre este planeta redondo.
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