PERFORMANCES DO TEMPO ESPIRALAR
- Autor(a): Leda Maria Martins
- Editora: Cobogó
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AUTOR: LEDA MARIA MARTINS
ANO DE EDIÇÃO: 2021
ISBN: 9786556910437
PÁGINAS: 256
ENCADERNAÇÃO: BROCHURA
FORMATO: -1 X -1
PESO: 200G
ANO DE EDIÇÃO: 2021
ISBN: 9786556910437
PÁGINAS: 256
ENCADERNAÇÃO: BROCHURA
FORMATO: -1 X -1
PESO: 200G
Performances do tempo espiralar, poéticas do corpo-tela, da coleção Encruzilhada, da Editora Cobogó, traz ensaios nos quais Leda Maria Martins explora as inter-relações entre corpo, tempo, performance, memória e produção de saberes, principalmente os que se instituem por via das corporeidades. Em novas dicções, a autora consolida o conceito de tempo espiralar: uma percepção cósmica e filosófica que entrelaça, no mesmo circuito de significância, a ancestralidade e a morte. Nessa concepção, o passado habita o presente e o futuro, o que faz com que os eventos, desprovidos de uma cronologia linear, estejam em processo de perene transformação e, concomitantemente, correlacionados.No livro, a autora propõe que a experiência e a compreensão filosófica do tempo podem ser expressas por uma inscrição não necessariamente discursiva e mesmo não narrativa, mas não por isso menos significativa e eficaz: a linguagem constituída pelo corpo em performance, das liturgias do Reinado ao teatro e às artes cênicas.Dialogando com outros pensadores como Alfredo Bosi e João Guimarães Rosa, Leda Maria Martins desconstrói a dicotomia entre oralidade e escrita enfatizada pelo Ocidente, que prioriza a linguagem discursiva como modo exclusivo de postulação de conhecimento. Performances do tempo espiralar, poéticas do corpo-tela apresenta uma temporalidade que se curva para frente e para trás, ao redor e para cima, em movimentos espirais que retêm o passado como presente (ou presentifica o passado) para moldar o futuro. Assim, a autora descoloniza o pensamento Ocidental e requalifica a África como continente pensante. A palavra também se inscreve no corpo, na memória, no tempo.“[...] A ancestralidade e´ clivada por um tempo curvo, recorrente, anelado; um tempo espiralar, que retorna, restabelece e também transforma, e que em tudo incide. Um tempo ontologicamente experimentado como movimentos contíguos e simultâneos de retroação, prospecção e reversibilidades, dilatação, expansão e contenção, contração e descontração, sincronia de instâncias compostas de presente, passado e futuro.”, a ancestralidade e a morte. O passado habita opresente e o futuro, o que faz com que os eventos, desprovidos de uma cronologia linear,estejam em processo de perene transformação e, concomitantemente, correlacionados.No livro, a autora propõe que a experiência e a compreensão filosófica do tempo podem serexpressas por uma inscrição não necessariamente discursiva e mesmo não narrativa, mas nãopor isso menos significativa e eficaz: a linguagem constituída pelo corpo em performance,das liturgias do Reinado ao teatro e às artes cênicas.Dialogando com outros pensadores como Alfredo Bosi e João Guimarães Rosa, Leda MariaMartins desconstrói a dicotomia entre oralidade e escrita enfatizada pelo Ocidente, queprioriza a linguagem discursiva como modo exclusivo de postulação de conhecimento.Performances do tempo espiralar, poéticas do corpo-tela apresenta uma temporalidade quese curva para frente e para trás, ao redor e para cima, em movimentos espirais que retêm opassado como presente (ou presentifica o passado) para moldar o futuro. Assim, a autoradescoloniza o pensamento Ocidental e requalifica a África como continente pensante. Apalavra também se inscreve no corpo, na memória, no tempo.“[...] A ancestralidade é clivada por um tempo curvo, recorrente, anelado; um tempoespiralar, que retorna, restabelece e também transforma, e que em tudo incide. Um tempoontologicamente experimentado como movimentos contíguos e simultâneos de retroação,prospecção e reversibilidades, dilatação, expansão e contenção, contração e descontração,sincronia de instâncias compostas de presente, passado e futuro.”
TEMPORADA NO INFERNO
TEMPORADA NO FUTURO
TEMPORADA CONTRA TIRANIA