ROMEU E JULIETA
- Autor(a): WILLIAM SHAKESPEARE
- Editora: COSAC
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AUTOR: William Shakepeare
ISBN: 9786555900224
ANO DE EDIÇÃO: 2025
PÁGINAS: 240
ENCADERNAÇÃO: BROCHURA
FORMATO: 22 X 3
PESO: 400G
ISBN: 9786555900224
ANO DE EDIÇÃO: 2025
PÁGINAS: 240
ENCADERNAÇÃO: BROCHURA
FORMATO: 22 X 3
PESO: 400G
Com tradução, notas e estudo introdutório do pesquisador Ricardo Cardoso, esta versão inédita em português de Romeu e Julieta é datada de 1597 e foi publicada originalmente no formato chamado “in-quarto”. Com cenas mais velozes e ágeis e muita licenciosidade, passou a ser vista recentemente como importante registro da dinâmica teatral das tragédias de Shakespeare em suas apresentações nos teatros públicos da Londres elisabetana. Já as versões posteriores, mais longas e rebuscadas, seriam aquelas apresentadas nos grandes salões dos castelos, para a nobreza.
Eternizada a cada nova leitura desde as primeiras encenações por volta de 1595 até os dias atuais, a peça de Shakespeare sobre um amor impossível na cidade de Verona logo consagrou-se como clássico absoluto. O que nem todos sabem, porém, é que a versão do drama conhecida pela maior parte do público não é a que circulou originalmente na Londres do século XVI. Com composição de personagens, falas e trechos distintos, a primeira versão de Romeu e Julieta permanecia inédita no Brasil há quatro séculos. Para este primeiro in-quarto da tragédia, deve-se imaginar um ambiente frequentado por gente simples em busca de diversão, no teatro The Globe às margens do rio Tâmisa, com plateias de até 3 mil pessoas. A maioria ficava em pé e, provavelmente, não tinha muita paciência para qualquer enrolação, a julgar pelos relatos de gritos, vaias e brigas sangrentas, tanto na plateia como no palco. A cena necessitava ser enérgica, magnética, viva e atraente. Não havia cortinas, mudanças de cenário, efeitos especiais, pausa ou interrupção de movimento. Tudo se justapondo em um mecanismo cênico de admirável teatralidade.
Eternizada a cada nova leitura desde as primeiras encenações por volta de 1595 até os dias atuais, a peça de Shakespeare sobre um amor impossível na cidade de Verona logo consagrou-se como clássico absoluto. O que nem todos sabem, porém, é que a versão do drama conhecida pela maior parte do público não é a que circulou originalmente na Londres do século XVI. Com composição de personagens, falas e trechos distintos, a primeira versão de Romeu e Julieta permanecia inédita no Brasil há quatro séculos. Para este primeiro in-quarto da tragédia, deve-se imaginar um ambiente frequentado por gente simples em busca de diversão, no teatro The Globe às margens do rio Tâmisa, com plateias de até 3 mil pessoas. A maioria ficava em pé e, provavelmente, não tinha muita paciência para qualquer enrolação, a julgar pelos relatos de gritos, vaias e brigas sangrentas, tanto na plateia como no palco. A cena necessitava ser enérgica, magnética, viva e atraente. Não havia cortinas, mudanças de cenário, efeitos especiais, pausa ou interrupção de movimento. Tudo se justapondo em um mecanismo cênico de admirável teatralidade.
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