A VIA CRUCIS DO CORPO
- Autor(a): Clarice Lispector
- Editora: Rocco
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AUTOR: CLARICE LISPECTOR
ANO DE EDIÇÃO: 2020
ISBN: 9786555320367
PÁGINAS: 80
ENCADERNAÇÃO: BROCHURA
FORMATO: 14 X 21
PESO: 99G
ANO DE EDIÇÃO: 2020
ISBN: 9786555320367
PÁGINAS: 80
ENCADERNAÇÃO: BROCHURA
FORMATO: 14 X 21
PESO: 99G
Publicados pela primeira vez em 1974, os 13 contos que compõem A via crucis do corpo, de Clarice Lispector, são precedidos por uma explicação da autora. Ela diz que as histórias foram feitas sob encomenda e que, contrariando sua vontade inicial, aceitou a tarefa por puro impulso. Tentou assiná-lo com o pseudônimo Cláudio Lemos, mas acabou sucumbindo ao argumento de que deveria ter liberdade para escrever o que quisesse. E foi o que fez, num único fim de semana. Mas registrou: "Se há indecências nas histórias a culpa não é minha."A via crucis do corpo não tem nada de imoral; é, antes de tudo, uma fresta no cárcere social que mantém a mulher — condutora de todos os contos — supostamente distante de seus desejos e fantasias. Ou dos fardos, como a virgindade. O que Clarice fez foi apenas descrever, de forma leve e bem-humorada, algumas dessas benditas transgressões.Mas como em toda a sua obra, a autora abre espaço para falar dos sentimentos mais profundos e das sinceras idiossincrasias da alma. Em "O homem que apareceu", ela se depara com Cláudio Brito, um grande poeta transformado em lixo humano, e relativiza o fracasso: "Mas quem pode dizer com sinceridade que se realizou na vida? O sucesso é uma mentira."Na abertura de "Por enquanto", Clarice chega a ser cruel: "Como ele não tinha nada a fazer, foi fazer pipi. E depois ficou a zero mesmo." Ato contínuo, alerta que a vida tem dessas coisas, de vez em quando não sobra nada dentro da gente. Mas é bom prestar atenção porque isso só acontece enquanto se vive.Nova edição, agora com projeto gráfico de Victor Burton e capa criada a partir de pinturas da própria Clarice. Esta edição traz posfácio de Licia Manzo.dverte: "Fiquei chocada com a realidade. Se há indecências nas histórias a culpa não é minha." O deslocamento da noção de indecência para o âmbito total da realidade cria um estado de perplexidade no leitor que poderá levá-lo a exclamar como a própria narradora de um dos contos: "A vida era isso, então? essa falta de vergonha?" São 14 textos ficcionais – 13 contos mais o prefácio "Explicação" – compondo para o leitor um panorama de vicissitudes do corpo – o grande personagem destas histórias. O corpo nos seus desarranjos pulsionais, na tirania de seus desejos, nas suas fraturas e feridas, nos seus êxtases. O corpo como bênção e maldição. Como tudo que excede, o que sobra, mas que não chega nunca a suprir a falta primordial. Enigmático e severo, óbvio e exultante. Além do ousado tratamento temático da paixão do corpo (paixão entendida etimologicamente como pathos), o estilo de Clarice está mais depurado e enxuto neste pequeno livro. À primeira vista, se poderia pensar no estilo realista. Não se engane, todavia, leitor: nada é tão simples nem tão evidente quanto parece. O realismo destas histórias encontra-se sob forte pressão e o efeito é sempre desconcertante, tal como no detalhe final do fecho narrativo do conto "Melhor do que arder": "Tiveram quatro filhos, todos homens, todos cabeludos." Aceite o desafio e enfrente o desconcerto, caro leitor. A literatura de Clarice tem força. — ANA CRISTINA CHIARA, Profª. Adjunta de Literatura Brasileira na UFRJ
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