Do Antissionismo ao Antissemitismo
- Autor(a): Léon Poliakov, Geraldo Gerson de Souza, Flávio Limoncic e Iris Kantor
- Editora: Perspectiva
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AUTOR: Léon Poliakov
ISBN: 9786555052640
ANO DE EDIÇÃO: 2025
PÁGINAS: 160
ENCADERNAÇÃO: BROCHURA
FORMATO: 20.5 X 1
PESO: 196G
ISBN: 9786555052640
ANO DE EDIÇÃO: 2025
PÁGINAS: 160
ENCADERNAÇÃO: BROCHURA
FORMATO: 20.5 X 1
PESO: 196G
O debate em torno do conflito no Oriente Médio coloca em primeiro plano a relação entre os judeus e o Estado de Israel. Os judeus são acusados de serem sionistas por vários setores, em termos equivocados. Será o antissionismo apenas uma máscara para um novo antissemitismo? Léon Poliakov oferece um relato histórico e abrangente da questão no século XX, principalmente a partir da esquerda do campo político.
Na época do julgamento de Rudolf Slansky (judeu de origem e líder comunista tcheco) e do caso dos "médicos judeus envenenadores" forjado em Moscou, o sionismo foi acusado por Stálin, evocando a antiga retórica nazista, de ser a ponta de lança de uma conspiração antissoviética global. No entanto, esse antissemitismo stalinista era contrário à política seguida pelo regime comunista antes dos Grandes Expurgos, quando conciliava o antissionismo de princípios – pois o sionismo seria contraditório à luta pela igualdade universal – com uma luta implacável, inaugurada por Lênin, contra todas as formas de antissemitismo e ódio racial. O conhecimento desses fatos ajuda a esclarecer a controvérsia sobre quais distinções devem ser feitas de acordo com regiões e regimes, uma vez que interesses e todo tipo de considerações são usados para alimentar campanhas antissionistas. A "discussão do sionismo lembra o debate secular acerca do judaísmo.", escreve Léon Poliakov. Mais de cinco décadas depois de escritas, suas palavras
Na época do julgamento de Rudolf Slansky (judeu de origem e líder comunista tcheco) e do caso dos "médicos judeus envenenadores" forjado em Moscou, o sionismo foi acusado por Stálin, evocando a antiga retórica nazista, de ser a ponta de lança de uma conspiração antissoviética global. No entanto, esse antissemitismo stalinista era contrário à política seguida pelo regime comunista antes dos Grandes Expurgos, quando conciliava o antissionismo de princípios – pois o sionismo seria contraditório à luta pela igualdade universal – com uma luta implacável, inaugurada por Lênin, contra todas as formas de antissemitismo e ódio racial. O conhecimento desses fatos ajuda a esclarecer a controvérsia sobre quais distinções devem ser feitas de acordo com regiões e regimes, uma vez que interesses e todo tipo de considerações são usados para alimentar campanhas antissionistas. A "discussão do sionismo lembra o debate secular acerca do judaísmo.", escreve Léon Poliakov. Mais de cinco décadas depois de escritas, suas palavras
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