A ILHA DO SILÊNCIO
- Autor(a): JOSÉ GODOY
- Editora: Fósforo Editora
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AUTOR: JOSÉ GODOY
ISBN: 9786560001978
ANO DE EDIÇÃO: 2026
ENCADERNAÇÃO: BROCHURA
FORMATO: 20 X 1
PESO: 216G
ISBN: 9786560001978
ANO DE EDIÇÃO: 2026
ENCADERNAÇÃO: BROCHURA
FORMATO: 20 X 1
PESO: 216G
No extremo sul da América do Sul, onde o vento gélido do estreito de Magalhães corta a paisagem e o acesso a civis é restrito, repousa a ilha Dawson. Hoje uma base naval administrada pela Marinha chilena, esse território isolado guarda camadas sobrepostas de um passado que o tempo e o Estado insistem em apagar.
Nesta jornada que mescla ensaio, relato de viagem e investigação histórica, José Godoy conduz o leitor pela ilha que foi palco de dois dos episódios mais sombrios da América Latina. No final do século 19, Dawson abrigou uma missão salesiana que confinou povos originários, levando-os à quase extinção sob a anuência do Estado. Décadas depois, durante a ditadura de Augusto Pinochet, a ilha foi transformada em um campo de concentração projetado com tecnologia nazista para quebrar a resistência dos aliados mais próximos de Salvador Allende.
O fio condutor desta narrativa é a trajetória de Miguel Lawner. Arquiteto e ex-prisioneiro político que se exilara na Dinamarca, ele compartilha com Godoy a memória prodigiosa daqueles dias inóspitos, quando as temperaturas negativas e o trabalho braçal eram usados como ferramentas de tortura. Lawner foi o responsável por transformar o terror em registro: sob o pretexto de reformar uma capela abandonada, ele obteve papel e lápis, e passou a usar o desenho clandestino como uma forma de resistência. Suas plantas-baixas e seus retratos do cotidiano no campo — alguns deles reproduzidos nesta edição — tornam-se mais que imagens: são o “carbono para a fixação na memória” de um sistema que muitos tentaram negar. Fruto de dezenas de entrevistas e pesquisa em arquivos chilenos e dinamarqueses, A ilha do silêncio é uma contribuição fundamental sobre os efeitos duradouros do colonialismo e da violência estatal. Ao ouvir Lawner e percorrer os rastros dessa história, José Godoy ilumina a escuridão da nossa memória coletiva, revelando que o “passado que não passa” continua a moldar as nações sul-americanas. Trata-se de um livro urgente para quem acredita que, contra o esquecimento, a palavra e o traço são as nossas defesas mais poderosas.
Nesta jornada que mescla ensaio, relato de viagem e investigação histórica, José Godoy conduz o leitor pela ilha que foi palco de dois dos episódios mais sombrios da América Latina. No final do século 19, Dawson abrigou uma missão salesiana que confinou povos originários, levando-os à quase extinção sob a anuência do Estado. Décadas depois, durante a ditadura de Augusto Pinochet, a ilha foi transformada em um campo de concentração projetado com tecnologia nazista para quebrar a resistência dos aliados mais próximos de Salvador Allende.
O fio condutor desta narrativa é a trajetória de Miguel Lawner. Arquiteto e ex-prisioneiro político que se exilara na Dinamarca, ele compartilha com Godoy a memória prodigiosa daqueles dias inóspitos, quando as temperaturas negativas e o trabalho braçal eram usados como ferramentas de tortura. Lawner foi o responsável por transformar o terror em registro: sob o pretexto de reformar uma capela abandonada, ele obteve papel e lápis, e passou a usar o desenho clandestino como uma forma de resistência. Suas plantas-baixas e seus retratos do cotidiano no campo — alguns deles reproduzidos nesta edição — tornam-se mais que imagens: são o “carbono para a fixação na memória” de um sistema que muitos tentaram negar. Fruto de dezenas de entrevistas e pesquisa em arquivos chilenos e dinamarqueses, A ilha do silêncio é uma contribuição fundamental sobre os efeitos duradouros do colonialismo e da violência estatal. Ao ouvir Lawner e percorrer os rastros dessa história, José Godoy ilumina a escuridão da nossa memória coletiva, revelando que o “passado que não passa” continua a moldar as nações sul-americanas. Trata-se de um livro urgente para quem acredita que, contra o esquecimento, a palavra e o traço são as nossas defesas mais poderosas.
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