ALFABETO RUSSO
- Autor(a): Marina Berri
- Editora: Fósforo Editora
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ISBN: 9786560001008
ANO DE EDIÇÃO: 2025
PÁGINAS: 192
ENCADERNAÇÃO: BROCHURA
FORMATO: 23 X 1
PESO: 236G
ANO DE EDIÇÃO: 2025
PÁGINAS: 192
ENCADERNAÇÃO: BROCHURA
FORMATO: 23 X 1
PESO: 236G
Neste livro de ensaios, a linguista argentina vencedora do prêmio de não ficção Latinoamérica Independiente 2024, Marina Berri, percorre o alfabeto russo enquanto aprende o idioma e reflete sobre literatura, cinema, desenhos animados, publicidade, arquitetura, etimologia e outros elementos culturais. Diante do primeiro contato com palavras russas, a novidade desperta o frescor dos raciocínios inéditos, exalta o espanto da descoberta, elabora conexões sinestésicas já tão impossíveis de se enxergar no cotidiano da língua materna.
O livro é como um ovo Fabergé — as matrioskas seriam óbvias demais para o olhar aguçado de Berri —, e cada ensaio, a miniatura de um aspecto ou de uma época, seja ela tsarista, soviética ou contemporânea. Alfabeto russo é uma autêntica viagem, e não só para o país dos grandes autores clássicos como Gógol, Dostoiévski, Tolstói e Nabokov. Há uma jornada no tempo quando somos catapultados para as cenas do cerco de Leningrado, ou para as filas longuíssimas da União Soviética. Um percurso de trem que permite observar a estepe, ou de foguete ao espaço junto a Iuri Gagárin. Uma viagem pela magia dos contos de fadas, por referências que nem sempre são muito conhecidas, como se navegássemos encobertos por uma tempestade de neve — há uma miríade de palavras do idioma para descrever o fenômeno.
Assim, em um mundo de tensões globais e em uma conjuntura política que distancia o mundo ocidental da Rússia, este livro nos afasta de clichês históricos e nos contamina de interesse. Alfabeto russo é um lembrete de que a linguagem e a tradução importam na mediação das diferenças, ampliando as fronteiras geográficas e do gênero de não ficção. Ou, como afirma Paulo Roberto Pires no texto de orelha da edição, é “ensaísmo do melhor, unindo inquietação intelectual, ousadia formal e liberdade especulativa”.
O livro é como um ovo Fabergé — as matrioskas seriam óbvias demais para o olhar aguçado de Berri —, e cada ensaio, a miniatura de um aspecto ou de uma época, seja ela tsarista, soviética ou contemporânea. Alfabeto russo é uma autêntica viagem, e não só para o país dos grandes autores clássicos como Gógol, Dostoiévski, Tolstói e Nabokov. Há uma jornada no tempo quando somos catapultados para as cenas do cerco de Leningrado, ou para as filas longuíssimas da União Soviética. Um percurso de trem que permite observar a estepe, ou de foguete ao espaço junto a Iuri Gagárin. Uma viagem pela magia dos contos de fadas, por referências que nem sempre são muito conhecidas, como se navegássemos encobertos por uma tempestade de neve — há uma miríade de palavras do idioma para descrever o fenômeno.
Assim, em um mundo de tensões globais e em uma conjuntura política que distancia o mundo ocidental da Rússia, este livro nos afasta de clichês históricos e nos contamina de interesse. Alfabeto russo é um lembrete de que a linguagem e a tradução importam na mediação das diferenças, ampliando as fronteiras geográficas e do gênero de não ficção. Ou, como afirma Paulo Roberto Pires no texto de orelha da edição, é “ensaísmo do melhor, unindo inquietação intelectual, ousadia formal e liberdade especulativa”.
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