ALGUMAS NOTAS DO DIA A DIA
- Autor(a): Christina Sharpe
- Editora: Fósforo Editora
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ISBN: 9786584568587
ANO DE EDIÇÃO: 2023
PÁGINAS: 88
ENCADERNAÇÃO: BROCHURA
FORMATO: 15.5 X 1
PESO: 84G
ANO DE EDIÇÃO: 2023
PÁGINAS: 88
ENCADERNAÇÃO: BROCHURA
FORMATO: 15.5 X 1
PESO: 84G
Algumas notas do dia a dia é um pequeno presente de Christina Sharpe para o público brasileiro, preparado especialmente para a participação da autora na Festa Literária Internacional de Paraty, a Flip, de 2023. Mesclando memória, teoria, documentos históricos e relatos biográficos, a autora brinda o leitor com uma seleção de dezoito notas de seu aclamado Ordinary Notes [Notas do dia a dia, no prelo].
No prefácio exclusivo da autora para esta edição, ela propõe uma leitura guiada por dois temas centrais de sua obra: a beleza como método e as variedades da vida negra que emergem apesar do racismo e da brutalidade.
Do sapato bem engraxado que a avó usava em casa, mesmo enquanto cuidava de seus afazeres do dia a dia, ao “amor da minha mãe pela simetria: até os alfinetes tortos têm um lugar só para eles”, Sharpe parece colocar uma lupa sobre o que é comum — “Foi uma surpresa encontrá-los novamente, como a beleza é surpreendente”, chamando atenção para aquilo que deixamos escapar.
Como bem sinaliza Saidiya Hartman, “com detalhes precisos [Sharpe] transmite o sofrimento imposto pela ordem dominante e as brechas que se encontram no comum, e oferece um método, uma poética de recusa que transcende o estabelecido, para suportar a vida, quebrar a moldura colonial e imaginar o que poderá emergir no fim do mundo que conhecemos”.
Algumas notas do dia a dia torna-se, então, um poderoso e profundo lampejo de tudo o que Christina Sharpe tem para nos oferecer.
No prefácio exclusivo da autora para esta edição, ela propõe uma leitura guiada por dois temas centrais de sua obra: a beleza como método e as variedades da vida negra que emergem apesar do racismo e da brutalidade.
Do sapato bem engraxado que a avó usava em casa, mesmo enquanto cuidava de seus afazeres do dia a dia, ao “amor da minha mãe pela simetria: até os alfinetes tortos têm um lugar só para eles”, Sharpe parece colocar uma lupa sobre o que é comum — “Foi uma surpresa encontrá-los novamente, como a beleza é surpreendente”, chamando atenção para aquilo que deixamos escapar.
Como bem sinaliza Saidiya Hartman, “com detalhes precisos [Sharpe] transmite o sofrimento imposto pela ordem dominante e as brechas que se encontram no comum, e oferece um método, uma poética de recusa que transcende o estabelecido, para suportar a vida, quebrar a moldura colonial e imaginar o que poderá emergir no fim do mundo que conhecemos”.
Algumas notas do dia a dia torna-se, então, um poderoso e profundo lampejo de tudo o que Christina Sharpe tem para nos oferecer.
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