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AO VIRES ISTO – GERTRUDE STEIN, TRADUÇÃO E INTERMIDIALIDADE
Daniella Aguiar
Kotter

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Este livro é sobre a prosa de Gertrude Stein, sobre as influências que ela exerceu e exerce sobre artistas e escritores, e sobre sua tradução, interlinguística e intersemiótica. Mas “Gertrude é uma Gertrude” (Augusto de Campos, 1986). Ela ainda parece ser, como Edmund Wilson sugeriu há décadas, “absolutamente ininteligível mesmo para o mais simpático leitor”. Se seus experimentos não se adequaram facilmente ao aparato crítico-teórico de seu tempo, isso parece não ter avançado muito. As razões são bem conhecidas. Ao subverter premissas fundamentais, manipular surpreendentemente gêneros e normas, Gertrude criou um idioma experimental quase sem precursores. Sua prosa exige um leitor especial, atento a pequenas variações (fônicas, rítmicas, prosódicas, sintáticas, semânticas) criadas pela manipulação de um pequeno acervo de grupos lexicais ordinários, como moduladores adverbiais e cláusulas transitivas, e liberto dos efeitos criados pela redundância aparente. Qualquer abordagem de sua obra deve enfrentar seu “lance de dados”, “indigesto” até hoje. Ele desafia teorias, métodos, categorias, classificações e hábitos de interpretação. O cenário que emerge deste livro sugere que domínios radicais de invenção e descoberta de novos processos de linguagem, em muitos ambientes artísticos, deve à obra de Gertrude aquilo que ela melhor representa – a vertente experimental mais originalmente independente da tradição conhecida. Gertrude: “Einstein foi a mente filosófica criativa do século e eu fui a mente literária criativa do século”.

  • Seção
    Ensaios/Humanidades
  • Ano de edição
    2018
  • Páginas
    198
  • Encadernação
    BROCHURA
  • ISBN
    9788568462607
  • Formato
    16 × 22.6 × 2 cm
  • Palavras-chave
    Crítica Literária

Descrição

Este livro é sobre a prosa de Gertrude Stein, sobre as influências que ela exerceu e exerce sobre artistas e escritores, e sobre sua tradução, interlinguística e intersemiótica. Mas “Gertrude é uma Gertrude” (Augusto de Campos, 1986). Ela ainda parece ser, como Edmund Wilson sugeriu há décadas, “absolutamente ininteligível mesmo para o mais simpático leitor”. Se seus experimentos não se adequaram facilmente ao aparato crítico-teórico de seu tempo, isso parece não ter avançado muito. As razões são bem conhecidas. Ao subverter premissas fundamentais, manipular surpreendentemente gêneros e normas, Gertrude criou um idioma experimental quase sem precursores. Sua prosa exige um leitor especial, atento a pequenas variações (fônicas, rítmicas, prosódicas, sintáticas, semânticas) criadas pela manipulação de um pequeno acervo de grupos lexicais ordinários, como moduladores adverbiais e cláusulas transitivas, e liberto dos efeitos criados pela redundância aparente. Qualquer abordagem de sua obra deve enfrentar seu “lance de dados”, “indigesto” até hoje. Ele desafia teorias, métodos, categorias, classificações e hábitos de interpretação. O cenário que emerge deste livro sugere que domínios radicais de invenção e descoberta de novos processos de linguagem, em muitos ambientes artísticos, deve à obra de Gertrude aquilo que ela melhor representa – a vertente experimental mais originalmente independente da tradição conhecida. Gertrude: “Einstein foi a mente filosófica criativa do século e eu fui a mente literária criativa do século”.

Informação adicional

Dimensões 2 × 16 × 22,6 cm

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