COREOGRAFIA DA ESCOLHA
- Autor(a): Angela Boldrini
- Editora: Fósforo Editora
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AUTOR: Angela Boldrini
ISBN: 9786560002074
ANO DE EDIÇÃO: 2026
ENCADERNAÇÃO: BROCHURA
FORMATO: 20 X 1
PESO: 326G
ISBN: 9786560002074
ANO DE EDIÇÃO: 2026
ENCADERNAÇÃO: BROCHURA
FORMATO: 20 X 1
PESO: 326G
Neste livro-reportagem, as jornalistas Angela Boldrini e Carolina Moraes contam a história recente do aborto no Brasil a partir de momentos emblemáticos que definiram os rumos do debate público nas últimas décadas. Por meio de uma apuração rigorosa, Boldrini e Moraes explicitam as forças em jogo nos campos médico, político, jurídico e social, e descrevem com precisão suas dinâmicas, uma “coreografia com os mesmos atores”, nas palavras da ativista Jacqueline Pitanguy. Ao expandir com novas pesquisas o podcast Caso das 10 Mil ( Folha de S.
Paulo , 2023), indicado aos prêmios Roche e Vladimir Herzog, as autoras se aprofundam no episódio que envolveu milhares de pacientes de uma clínica em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, e contam um caso que abalou os noticiários: o périplo de uma menina de dez anos no Espírito Santo que teve de enfrentar o extremismo religioso para interromper a gravidez fruto de um estupro durante a pandemia de covid-19. Além disso, trazem diversas histórias de mulheres envolvidas nas redes de abortos legais e clandestinos do país. A narrativa volta e avança no tempo, mostrando que, mesmo que dados corroborem resultados positivos da descriminalização e da legalização pelo mundo, no Brasil o conservadorismo consegue imperar. Por aqui, há movimentos contrários trabalhando pelo impedimento legal sob os mais diversos argumentos, enquanto feministas e agentes da sociedade civil lutam — muitas vezes sem respaldos institucionais — para minimizar os riscos envolvidos na clandestinidade e garantir a vida das mulheres. Assim, ao criar um panorama detalhado de como o aborto é feito, reconhecido e instrumentalizado politicamente no país, Coreografia da escolha torna menos opacas as discussões e contribui para o fim do tabu ao redor do tema. Trata-se de um chamado para encará-lo menos do ponto de vista moral, e mais como uma questão de saúde pública.
Paulo , 2023), indicado aos prêmios Roche e Vladimir Herzog, as autoras se aprofundam no episódio que envolveu milhares de pacientes de uma clínica em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, e contam um caso que abalou os noticiários: o périplo de uma menina de dez anos no Espírito Santo que teve de enfrentar o extremismo religioso para interromper a gravidez fruto de um estupro durante a pandemia de covid-19. Além disso, trazem diversas histórias de mulheres envolvidas nas redes de abortos legais e clandestinos do país. A narrativa volta e avança no tempo, mostrando que, mesmo que dados corroborem resultados positivos da descriminalização e da legalização pelo mundo, no Brasil o conservadorismo consegue imperar. Por aqui, há movimentos contrários trabalhando pelo impedimento legal sob os mais diversos argumentos, enquanto feministas e agentes da sociedade civil lutam — muitas vezes sem respaldos institucionais — para minimizar os riscos envolvidos na clandestinidade e garantir a vida das mulheres. Assim, ao criar um panorama detalhado de como o aborto é feito, reconhecido e instrumentalizado politicamente no país, Coreografia da escolha torna menos opacas as discussões e contribui para o fim do tabu ao redor do tema. Trata-se de um chamado para encará-lo menos do ponto de vista moral, e mais como uma questão de saúde pública.
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