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A vida não funciona como um relógio
Edimilson de Almeida Pereira
Quelônio

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A vida não funciona como um relógio: memórias do Homem Azul reúne 21 poemas sobre infância, juventude e afetos duradouros, em versos que combinam o ponto de vista infantil e as memórias do adulto.

 

Nos poemas, o autor relembra a própria infância, como a criança que fantasia mundos de brincadeira, romance e heroísmo. As memórias familiares geram afetos desencontrados depois que o tempo passou, e as palavras faltam para definir emoções e sentimentos profundos e misteriosos.

 

O retrato da infância vem atravessado pela fantasia das brincadeiras, de castelos imaginativos, contos de fadas e desejos pueris. Mas o olhar do adulto – que é também a criança que não se foi – apresenta vocação para o desencanto e a contrição, sinal da passagem do tempo. Como diz o poema “Baú”: “Me doem, não sei / onde, / os bens que perdi / ou se perderam / de mim.”

 

O exercício da poesia, por outro lado, impele ao que vem, ao sentimento de esperança, ao pacto futuro da palavra semeada, como anuncia o poema que abre o volume: “O poeta, Rosa, planta / e o faz com alegria. / – Uma árvore, um gesto / que dure para sempre, talvez”.

 

O livro é dividido em cinco partes (“Sem data”, “Rondó”, “Ao alcance da mão”, “Mascarada”, “Sem data”) e dedicado aos filhos Iara e Antonio, crianças que surgem, sem serem nomeadas, no belo “O homem maduro”, poema que fecha a seção “Mascarada” e que traz um verso que empresta título ao livro. Os poemas dialogam com a oralidade da tradição da poesia brasileira e com autores como Drummond, Bandeira, Mário de Andrade, João Cabral de Melo Neto, Murilo Mendes.

 

O resultado é um conjunto coeso de reflexão sobre a duração da existência. A metáfora do poema como “gesto que dura para sempre” resume a vocação literária como uma combinação de fugacidade e permanência, refletindo sobre o passado com olhos no porvir, operação poética que o autor domina e desdobra neste sucinto e belo volume de versos.

  • ISBN
    9786587790305

Descrição

A vida não funciona como um relógio: memórias do Homem Azul reúne 21 poemas sobre infância, juventude e afetos duradouros, em versos que combinam o ponto de vista infantil e as memórias do adulto.

 

Nos poemas, o autor relembra a própria infância, como a criança que fantasia mundos de brincadeira, romance e heroísmo. As memórias familiares geram afetos desencontrados depois que o tempo passou, e as palavras faltam para definir emoções e sentimentos profundos e misteriosos.

 

O retrato da infância vem atravessado pela fantasia das brincadeiras, de castelos imaginativos, contos de fadas e desejos pueris. Mas o olhar do adulto – que é também a criança que não se foi – apresenta vocação para o desencanto e a contrição, sinal da passagem do tempo. Como diz o poema “Baú”: “Me doem, não sei / onde, / os bens que perdi / ou se perderam / de mim.”

 

O exercício da poesia, por outro lado, impele ao que vem, ao sentimento de esperança, ao pacto futuro da palavra semeada, como anuncia o poema que abre o volume: “O poeta, Rosa, planta / e o faz com alegria. / – Uma árvore, um gesto / que dure para sempre, talvez”.

 

O livro é dividido em cinco partes (“Sem data”, “Rondó”, “Ao alcance da mão”, “Mascarada”, “Sem data”) e dedicado aos filhos Iara e Antonio, crianças que surgem, sem serem nomeadas, no belo “O homem maduro”, poema que fecha a seção “Mascarada” e que traz um verso que empresta título ao livro. Os poemas dialogam com a oralidade da tradição da poesia brasileira e com autores como Drummond, Bandeira, Mário de Andrade, João Cabral de Melo Neto, Murilo Mendes.

 

O resultado é um conjunto coeso de reflexão sobre a duração da existência. A metáfora do poema como “gesto que dura para sempre” resume a vocação literária como uma combinação de fugacidade e permanência, refletindo sobre o passado com olhos no porvir, operação poética que o autor domina e desdobra neste sucinto e belo volume de versos.

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