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Três vezes Lázaro
NATASHA FÉLIX
Círculo de poemas

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Por que uma jovem poeta, forjada na linguagem das criações contemporâneas, traria Lázaro de volta? O Lázaro bíblico, conta-se, foi ressuscitado por seu amigo Jesus depois de quatro dias sepultado e saiu andando em meio à multidão encantada com os poderes divinos. No novo livro de Natasha Felix, o regresso de Lázaro também pode ser visto como uma demonstração de poder — mas da poesia, capaz de explodir os limites do nosso mundo e da nossa mente, reavendo a vida onde pousou a morte.

Sob a aparência fragmentária e utilizando recursos da dramaturgia, Três vezes Lázaro une suas criaturas (deuses, fiscais fungos) para compor as cenas em que esse personagem múltiplo desfila suas/nossas chagas. A variação formal dos poemas, aliás, já é uma maneira de reproduzir as aparições e desaparições de Lázaro, o seu livre trânsito entre mundos, o seu escorregar entre real e irreal: “É tudo tão real quanto você imagina”.

É na imagem de alguém que não se dobra à fronteira entre existir e não existir que Natasha Felix simboliza também outras fronteiras (muros, cercas, portas, passaportes, leis) que definem o nosso mundo, confinando corpos, ideias, sonhos, e assim as desafia.

Os leitores que já conhecem a exuberância poética de Natasha Felix — seus versos que transbordam dos livros para o palco e a pista, para a voz e o quadril, e vice-versa — podem imaginar que Lázaro também não ficará quieto nessas páginas. Lázaro vai andar por aí, indiscernível e inconfundível, um pouco como cada um de nós. Quem renasce, aqui, é também quem lê. Eis o milagre, eis a pilantragem.

  • Encadernação
    BROCHURA
  • ISBN
    9786561391108

Descrição

Por que uma jovem poeta, forjada na linguagem das criações contemporâneas, traria Lázaro de volta? O Lázaro bíblico, conta-se, foi ressuscitado por seu amigo Jesus depois de quatro dias sepultado e saiu andando em meio à multidão encantada com os poderes divinos. No novo livro de Natasha Felix, o regresso de Lázaro também pode ser visto como uma demonstração de poder — mas da poesia, capaz de explodir os limites do nosso mundo e da nossa mente, reavendo a vida onde pousou a morte.

Sob a aparência fragmentária e utilizando recursos da dramaturgia, Três vezes Lázaro une suas criaturas (deuses, fiscais fungos) para compor as cenas em que esse personagem múltiplo desfila suas/nossas chagas. A variação formal dos poemas, aliás, já é uma maneira de reproduzir as aparições e desaparições de Lázaro, o seu livre trânsito entre mundos, o seu escorregar entre real e irreal: “É tudo tão real quanto você imagina”.

É na imagem de alguém que não se dobra à fronteira entre existir e não existir que Natasha Felix simboliza também outras fronteiras (muros, cercas, portas, passaportes, leis) que definem o nosso mundo, confinando corpos, ideias, sonhos, e assim as desafia.

Os leitores que já conhecem a exuberância poética de Natasha Felix — seus versos que transbordam dos livros para o palco e a pista, para a voz e o quadril, e vice-versa — podem imaginar que Lázaro também não ficará quieto nessas páginas. Lázaro vai andar por aí, indiscernível e inconfundível, um pouco como cada um de nós. Quem renasce, aqui, é também quem lê. Eis o milagre, eis a pilantragem.

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